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Exportação deve crescer 5% no agronegócio

Agência Estado
08 jan 2010 às 15:38

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O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, estimou nesta sexta-feira, 8, que as exportações do agronegócio terão um crescimento de 5% neste ano. Segundo ele, embora as exportações, de uma maneira geral, tenham recuado em 2009, o agronegócio se manteve praticamente estável, com queda de 0,4% no volume embarcado. "A crise não afetou as exportações agrícolas. A agricultura continua firme e, como a perspectiva é de retomada, nós acreditamos na possibilidade de aumento de 5% este ano", disse.

O incremento das vendas deve ocorrer nos setores de algodão, açúcar, etanol e carnes. Na avaliação do ministro, o setor de grãos, especialmente a soja, deve manter o mesmo ritmo de crescimento de 2009. A oleaginosa liderou o ranking das exportações do setor, com 26% do total. Para o ministro, os citros também devem manter o ritmo de crescimento. Ele lembrou que o Brasil já detém 80% do mercado mundial de suco de laranja. Com as notícias de possível quebra de produção nos Estados Unidos, prevê preços firmes para o produto, com bons resultados para as exportações.

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Stephanes destacou ainda que a Ásia passou a ser o maior importador de produtos agrícolas do Brasil, com destaque para a China. O bloco responde hoje por 30,4% do total. A participação da União Europeia caiu de 33,1% em 2008 para 29,3% em 2009. Segundo Stephanes, neste ano a ideia é dar continuidade aos trabalhos para assegurar estes mercados, com atenção maior para o Japão, com vendas de café, e a África do Sul, com vendas de carnes.


O ministro ressaltou, no entanto, que o Brasil não tem preferência por mercados, já que exporta hoje para 180 países. Ele disse que o agronegócio brasileiro é competitivo e o governo tem feito um trabalho para reduzir os problemas, principalmente os ligados a questões sanitárias.

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Sobre o fato de a receita com as exportações ter caído 9,8% em 2009 na comparação com 2008, Stephanes ressaltou que a comparação é injusta. "Estamos comparando momentos de elevações anormais com momentos de crise. De qualquer forma, os preços em 2009 foram melhores que em 2007", afirmou.


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