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Exportações devem cair 15% neste ano

31 dez 1969 às 21:33

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) prevê queda de 17,6% nas exportações em 2009 (passando de US$ 197,94 bilhões para cerca de US$ 163,15 bilhões). O estudo foi divulgados nesta terça (6) e os números também projetam retração de 15,7% para as importações (de US$ 173,20 bilhões para US$ 146,03 bilhões), resultando em queda de 30,8% no superávit comercial. O resultado deve chegar a US$ 17,12 bilhões este ano, ante R$ 23 bi de 2008.

A estimativa considerou o atual cenário de instabilidade, gerado pela crise mundial, esclareceu o vice-presidente da AEB, José Augusto de Castro. Ele admitiu, contudo, que "como o cenário está muito volátil, pode até ser que mudem (as previsões) no decorrer de 2009".


Castro explicou que, apesar da redução de preços no mercado internacional, as commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no exterior) deverão continuar comandando as exportações brasileiras. "Apesar da queda dos preços, que é bastante forte, as commodities continuam tendo uma participação muito grande nas exportações brasileiras. O que cai são os produtos básicos (-21,7%) e os semimanufaturados (-21,3%), que são compostos principalmente por commodities. Mas, ainda assim, elas continuam tendo peso preponderante na nossa exportação".


A AEB está projetando uma queda de 16,7% na corrente de comércio do Brasil, que deverá diminuir de US$ 371 bilhões em 2008, ou o equivalente a 29,5% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas produzidas no país, para US$ 309 bilhões este ano, representando 24,8% do PIB.

A expectativa é que essa queda na corrente de comércio acabe provocando uma redução do emprego, alertou Castro. "Na verdade, o que gera atividade econômica é exatamente o volume de exportação e de importação. Ou seja, eu posso ter um superávit, por exemplo, de US$ 15 bilhões exportando US$ 500 bilhões e importando US$ 485 bilhões, ou exportando US$ 150 bilhões e importando US$ 135 bilhões. Quanto mais eu evoluo a corrente de comércio, maior é o nível de atividade. E como a corrente de comércio vai cair, naturalmente o nível de emprego também diminui", afirmou.


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