Notícias

Fábrica de baterias não será instalada em área rural de Rolândia

03 jun 2014 às 11:45

Após a pressão da comunidade e a recomendação do Ministério Público (MP), a Prefeitura de Rolândia confirmou nesta terça-feira (3) que o empreendimento para fabricação de pilhas e baterias não será mais instalado na zona rural do município.

De acordo com secretário de Desenvolvimento Econômico, Ernesto Nogueira, a empresa comunicou a desistência ao prefeito Johnny Lehmann na última sexta-feira (30). Assim, o grupo responsável pelo empreendimento deve procurar outro município. "É uma pena. A empresa iria investir R$ 20 milhões para gerar entre 500 e 700 empregos. Quem perde é a cidade Rolândia", afirmou Nogueira.


A polêmica sobre a instalação teve início com a licença prévia emitida pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em favor do empreendimento com base na certidão de não óbice proveniente da Prefeitura. No entanto, o MP recomendou a revogação dos documentos após a realização de uma audiência pública. Segundo a promotoria, a licença não possui validade, pois o zoneamento municipal não prevê a instalação de indústrias com potencial poluidor na área rural.


O objetivo da empresa era instalar a indústria no lote 133-A da PR-170 entre Rolândia e Porecatu, na região do distrito de São Martinho. A comunidade se manifestou contrária ao projeto já que a área escolhida pelos empresários fica próxima de nascentes, o que poderia provocar danos ambientais.

Questionado sobre a atração de indústrias 'limpas', Nogueira respondeu que a secretaria trabalha para trazer investimento de diferentes setores para o desenvolvimento municipal. "Nós incentivamos a instalação das empresas e não podemos afirmar o que pode ou não. Quem tem que avaliar isso são órgãos oficiais. Rolândia está aberta para receber todas as propostas", ressaltou.


Continue lendo