A Fiat vai dar férias coletivas para 20% de seus funcionários para tentar reduzir os estoques. A paralisação, que começa no dia 10 de outubro e vai durar dez dias, é a segunda em menos de um mês e deve atingir cerca de 2 mil trabalhadores. No feriado da Independência, dia 7 de setembro, a montadora deu três dias de folga para os funcionários.
A paralisação de outubro não foi confirmada pela montadora, mas os metalúrgicos de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, já foram comunicados oficialmente no início desta semana, segundo o presidente do sindicato da categoria em Betim, João Alves da Silva.
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Os metalúrgicos vão parar o terceiro turno de produção e a linha 3, onde são montados veículos considerados médios.
Ontem, a Fiat foi procurada pela reportagem, mas não retornou as ligações. No feriado de 7 de Setembro, a empresa havia informado que a parada de três dias se devia à "adaptação da fábrica para início de produção de novo mix". A Fiat admitiu, no entanto, que ela favorecia um "ajuste nos estoques".
Esfriamento. Informações do Sindicato dos Metalúrgicos dão conta de que a montadora tem mais do que 30 dias de produção em veículos parados nos seus pátios. O último levantamento da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgado na primeira metade de setembro, informava um estoque médio equivalente a 37 dias de produção nos pátios das montadoras. Esse é o maior nível desde novembro 2008, quando o número atingiu 56 dias.
O esfriamento do mercado automotivo atinge todas as montadoras do País. Em agosto, foram vendidos 236,9 mil automóveis, 0,4% menos que no mesmo mês de 2010, segundo a Anfavea. No último dia 15, o governo federal elevou o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados na tentativa de proteger a indústria nacional. No ano, a Fiat lidera as vendas, com 22,4% do mercado, seguida pela Volks, com 20,66%.