O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou mais quatro pessoas por envolvimento na fraude do leite, fruto das operações "Leite Comepn$ado".
Entre eles está Natalia Junges, funcionária da cooperativa paranaense Confepar. Ela responderá por formação de quadrilha, mas foi isentada do crime de corromper, adulterar falsificar ou alterar produto alimentício destinado a consumo.
Segundo a denúncia dos promotores Mauro Rockenbach e Claudia Maria Cezar Massing, a fraude ocorreu entre dezembro de 2012 e maio de 2013.
Na alegação do MP, a funcionária da Confepar agia por determinação de Daniel Riet Villanova, técnico da Confepar que utilizava um posto de resfriamento para adulterar o leite com água e ureia contendo formol. Ela dava suporte e apoio logístico ao esquema, atuando como "olheira" da associação criminosa.
Outro denunciado, Antenor Pedro Signor, sócio proprietário da empresa de transporte de leite A.R. Signor & Cia Ltda, entregou notas fiscais que comprovam que todo o leite adulterado por ele era entregue para a Confepar. Entre 23 de janeiro e 30 de abril deste ano foram aproximadamente 1 milhão e 549 mil litros do produto fraudado remetidos para a Cooperativa, com sede em Pato Branco, no Paraná. O frete até o estado vizinho foi realizado por um valor total de R$ 99 mil. O valor era calculado por quilômetro rodado e não o percentual por litro de leite. Dessa forma, o MP requereu à Justiça o benefício da delação premiada.
A Confepar prometeu se posicionar sobre o assunto nesta quinta.