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Braços cruzados

Funcionários da Caixa ameaçam parar

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33
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Às vésperas do início da operação do programa habitacional do governo "Minha Casa, Minha Vida", os engenheiros e arquitetos da Caixa Econômica Federal ameaçam entrar em greve e paralisar também as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Responsáveis pela análise dos projetos, liberação e acompanhamento das obras, a categoria marcou para amanhã uma paralisação de 24 horas em protesto contra a proposta de reestruturação da carreira apresentada pela direção da Caixa.

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A Caixa é responsável pela operação do programa "Minha Casa, Minha Vida" e por boa parte das obras incluídas no PAC. Pelos cálculos da Associação Nacional dos Engenheiros e Arquitetos da Caixa (Aneac), o banco tem sob gestão R$ 120 milhões dos projetos incluídos no PAC, entre eles de saneamento e outras obras de infraestrutura. O programa habitacional está marcado para começar no dia 13 de abril.

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Depois de meses de negociação, segundo a Aneac, a Caixa apresentou uma proposta de aumento de R$ 70,00 para o piso da categoria e de R$ 26,00 para os funcionários que estão no topo da carreira. O piso salarial está hoje em R$ 5.030,00. Quem ganha o maior salário recebe R$ 8.289,00, de acordo com dados da Aneac.


Segundo o vice-presidente da Aneac, Frederico Valverde, os funcionários consideraram um desrespeito a proposta apresentada pela superintendência de recursos humanos da Caixa. O clima entre os funcionários, disse ele, é de revolta. A categoria se sente desvalorizada em relação aos funcionários de outros bancos públicos, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e servidores públicos de outros órgãos que tiveram reestruturação de carreira.


Na próxima quarta-feira, está marcada uma reunião de negociação em Brasília. A Caixa tem hoje cerca de 1.300 engenheiros e arquitetos para atender a toda a demanda de projetos, inclusive os da área habitacional normal que não estão no programa "Minha Casa, Minha Vida". A Aneac estima que cada profissional, em média, acompanha e fiscaliza cerca de R$ 60 milhões em projetos.

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A categoria também inclui outros profissionais: advogados, arquitetos, economistas, médicos e psicólogos. No acordo coletivo do ano passado, a Caixa prometeu dar uma solução até o final do primeiro trimestre deste ano.

Na última sexta-feira, os funcionários da Caixa realizaram manifestação na inauguração do Residencial Campos Dourados - conjunto habitacional com 416 unidades, que tem recursos do governo. O evento foi organizado pelo governo do Estado de Goiás. Os engenheiros e arquitetos protestaram com apitos e com a faixa "O PAC pode parar - Minha Casa, Minha Vida pode não começar". Houve grande tumulto e os policiais proibiram os manifestantes de se aproximarem do palanque das autoridades.


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