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Greve por tempo indeterminado

Funcionários da Sadia fazem passeata em Ponta Grossa

Mariana Franco Ramos - Redação Bonde
19 dez 2012 às 11:22

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Divulgação/FTIA-PR
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Funcionários da unidade da Sadia, do grupo Brasil Foods (BRF), em Ponta Grossa, região dos Campos Gerais, realizaram na manhã desta quarta-feira (19) uma passeata pelas principais avenidas da cidade.

Em greve por tempo indeterminado desde a quinta-feira (13) da semana passada, eles reivindicam reajuste salarial de 13%, tíquete-alimentação de R$ 150, além da extensão do benefício para os trabalhadores que estiverem afastados por doença ou acidente de trabalho.

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Com faixas, cartazes e bandeiras, os trabalhadores marcharam até o terminal rodoviário, onde fizeram um ato de protesto. Segundo a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA PR), 80% dos cerca de 500 funcionários da unidade aderiram à greve, sendo que a maioria participou da passeata. O obejetivo é pressionar a empresa a voltar à mesa de negociação.


A BRF, por outro lado, alega que a adesão à paralisação foi de 20% no primeiro dia (13), 15% no segundo (14) e apenas 5% no terceiro (15).


Para o presidente da FTIA PR, Ernane Garcia, somente o diálogo franco e aberto poderá por um fim ao movimento. "Infelizmente os ânimos estão exaltados e a cada minuto que passa, por culpa da empresa, as coisas vão se tornando mais difíceis . Se a BRF quer mesmo por um fim à greve, ela deve apresentar uma proposta séria e tratar o sindicato com respeito", disse.

Outro lado -
A BRF informou, por meio de nota, que durante audiência na 4º Vara do Trabalho de Ponta Grossa a Justiça elaborou uma proposta com o intuito de conciliar as partes. O reajuste estabelecido seria de 8,5% a todos os funcionários, tendo em vista que o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do período foi de 5,99%.


Já o tíquete alimentação, principal reivindicação dos manifestantes, subiria de R$ 90 para R$ 130. "A empresa manifestou-se dentro do prazo indicado pela justiça, concordando com praticamente todos os itens, à exceção do vale alimentação, no qual a contraproposta foi de R$ 120, sendo este o único item que a empresa discorda", diz trecho da nota. A companhia alega que o aumento reivindicado, para R$ 150, representaria um crescimento de 44,45%, enquanto a inflação no período foi de 5,99%.

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Ainda de acordo com a BRF, a contraproposta foi formalizada nesta sexta-feira (14), mas votada em assembleia realizada apenas com aqueles que aderiram à paralisação e, por isso, rejeitada. "A BRF reforça que a proposta está além do que vem sendo praticado até o momento no mercado. Ressalta também que sempre esteve aberta para discussões e acredita numa solução para o caso". (Atualizado às 11h58)


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