A consultoria e firma de private equity Hamilton Lane abriu um escritório no Rio de Janeiro, unindo-se a outros gestores de investimentos globais que buscam atuar no crescente mercado do Brasil. O grupo com sede em Filadélfia, com cinco escritórios fora dos Estados Unidos e US$ 110 bilhões em ativos sob administração, disse que ter uma presença no Brasil não significa necessariamente que vá desencadear uma enxurrada de dinheiro para este mercado.
"Não estamos correndo para empregar capital. Estamos colocando pessoal inteligente e sofisticado no local para avaliar melhor as oportunidades", disse o diretor de investimentos Erick Kirsch. A empresa, que tem fundos de pensão corporativos e públicos e fundos soberanos entre seus clientes, contratou Ricardo Fernandez Silva Jr e Filipe Caldas da Capital Dynamics para atender seus clientes.
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Empresas globais de aquisição alavancada (buy out) têm sido ativas na América Latina, formando fundos voltados para a América do Sul, abrindo escritórios locais ou fazendo parcerias com gestores domésticos. O Carlyle Group concluiu em junho dois fundos totalizando cerca de US$ 1 bilhão para investir na região, e o Pátria Investimentos, firma brasileira na qual o Blackstone Group detém 40%, fez um primeiro fechamento de seu quarto fundo com pouco mais de US$ 900 milhões. Os investimentos de private equity no Brasil devem subir para estimados US$ 40 bilhões este ano, de US$ 5,5 bilhões em 2004.
Toda esta atenção e dinheiro novo levou participantes do setor a falarem sobre um possível superaquecimento dos preços de ativos no Brasil. No entanto, firmas de buy out afirmam que as perspectivas de crescimento no mercado emergente do Brasil e uma grande fila de empresas familiares significam que as oportunidades de investimento continuam abundantes.