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Governo cortará gastos para conter inflação, diz Mantega

31 dez 1969 às 21:33

O governo avaliou nesta quinta-feira, 19, que as medidas já adotadas para controlar a inflação "têm tido eficácia", e confirmou a meta de superávit primário de 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. A informação foi dada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que negou novas medidas para reduzir o crédito no País e disse que o aumento do esforço fiscal se dará por meio do corte nas despesas do governo.

Segundo Mantega, ações como o esforço adicional de 0,5 ponto porcentual do primário, aumento da taxa básica de juros (Selic), elevação das alíquotas do IOF, criação de compulsório para depósitos interbancários de arrendamento mercantil e desoneração da Cide sobre combustíveis e de tributos sobre o trigo, são "medidas eficientes".


Ele explicou que essas decisões reduzem a demanda agregada e também têm efeito na desaceleração do ritmo de expansão do crédito. Esse conjunto de medidas, segundo Mantega, tem como objetivo "manter a demanda que garanta um crescimento do PIB em torno de 5%".


Mantega avaliou ainda que é difícil para o governo fazer um superávit primário das contas do setor público maior do que os 4,3% do PIB. Em referência ao aumento de 0,5% no superávit primário para este ano - de 3,8% para 4,3%, anunciado recentemente, ele ressaltou que o governo vai reduzir despesas sem prejudicar os investimentos prioritários feitos no PAC.

Ele comentou que o aumento do superávit primário é muito importante para reduzir a demanda agregada na economia, que traz impactos para a inflação.


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