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Governo quer restringir crédito para conter consumo

31 dez 1969 às 21:33

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O governo federal prepara medidas alternativas para frear o crescimento do mercado de crédito, de modo que não seja necessário elevar a taxa básica de juros, segundo reportagem deste sábado (22) do jornal Folha de São Paulo.

Com a taxa de juros mantida no atual patamar, o governo acredita que poderá segurar o ciclo de crescimento visto agora por mais tempo. Além de medidas para desacelerar a concessão de financiamentos, a equipe econômica do governo propôs a adoção de incentivos à exportação, como soluções para evitar pressão nos preços em 2008 e, sobretudo, na virada para 2009.

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A idéia do governo de dar um freio no crescimento do consumo foi criticada pelo setor produtivo, de acordo com informações do Jornal O Estado de São Paulo. Medidas que estariam em estudo, como a limitação dos prazos para financiamento de automóveis (que pedem cair se sete para três anos), não se justificariam, na opinião da maioria dos empresários. Eles alegam que não há indícios de superaquecimento da demanda e, conseqüentemente, de pressão inflacionária.


"Essa conversa de escassez de oferta é bobagem e os índices de preços mostram que não há nenhuma distorção quanto à inflação", afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.


Além dos investimentos que estão sendo feitos para aumentar a capacidade de produção, Skaf argumenta que o Brasil vive em um mercado aberto, onde se pode importar de tudo de qualquer parte do mundo. "E o câmbio sobrevalorizado ainda barateia artificialmente o custo das importações", afirma.

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Antes de anunciar as medidas, o governo vai conversar com as partes empresariais envolvidas na próxima semana. Entre eles estarão os presidentes dos principais bancos privados, o presidente da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), Fábio Barbosa, representantes do IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia) e empresários do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial).


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