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Crise na importação

Grandes redes de varejo temem ficar sem produtos

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33

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Grandes redes de varejo de artigos têxteis advertem que, se não houver liberação imediata das licenças de importação, a coleção de inverno estará comprometida. Segundo o presidente da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abeim), Sylvio Mandel, cerca de 20% dos artigos de vestuário de inverno são importados.

Neste momento, apenas a metade das mercadorias de inverno importadas foram desembaraçadas na alfândega. "Se as licenças atrasarem, não teremos mercadorias para colocar nas vitrines", diz o presidente da entidade, que representa oito grandes redes de lojas do setor.

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Mandel conta que ele e os empresários do setor foram surpreendidos com decisão do governo de submeter as compras externas às licenças de importação. "Fomos pegos de calças curtas." Preocupado com as medidas, Mandel procurou ontem o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e não encontrou um interlocutor, já que o ministro Miguel Jorge não estava no País.

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"A decisão do governo é um retrocesso. Lembra o período anterior ao presidente Collor, quando a economia brasileira era fechada", afirma o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda. Assim como o presidente da Abeim, ele soube da medida pela imprensa. Mandel acha que o atraso no desembaraço será líquido e certo, uma vez que o governo, segundo ele, não tem estrutura para liberar esse grande volume de produtos. "Já havia gargalos na liberação das licenças quando a obrigatoriedade era restrita a determinados itens."


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