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Pelo Cade

Grupo ligado à Kroton é multado em R$ 4 milhões

Agência Estado
20 jun 2013 às 08:44

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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu nesta quarta-feira dois autos de infração contra o Grupo Anhanguera Educacional pela omissão de informações relevantes ou mesmo entrega de falsos dados para a análise do órgão, que aprovou as compras da Novatec e do Instituto Grande ABC pela companhia no início do ano. Somados, os dois autos impõem multa de R$ 4 milhões.

Segundo o conselheiro relator do caso, Alessandro Octaviani, as empresas prestaram informações falsas sobre a participação da família Rodrigues no capital do grupo. De acordo com ele, os documentos apresentados pela Anhanguera não condiziam com a situação do professor Gabriel Mário Rodrigues, fundador da Anhembi Morumbi, e sua filha Ângela Rodrigues, no comando dos negócios da empresa.

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Em janeiro deste ano, o empresário vendeu os 49% que detinha da instituição que fundou à norte-americana Laureate Education.


De acordo com Octaviani, além das informações incorretas sobre a real participação societária de Rodrigues no grupo, a defesa também alegou que o executivo não lidava mais diretamente com os negócios da companhia, o que teria sido desmentido inclusive por notícias de jornais que retrataram o empresário como o principal articulador das recentes aquisições realizadas pela Anhanguera no mercado educacional.


Em abril, o Grupo anunciou sua fusão com a Kroton – que ainda será analisada pelo Cade – em uma operação avaliada em R$ 5 bilhões que criará o maior grupo do setor no País, reunindo cerca de 1,2 milhão de alunos.


Recurso. Apesar de o grupo ainda não ter sido notificado pelo Cade, o vice-presidente jurídico do da Anhanguera, Khalil Kaddiff, adiantou ontem que a instituição recorrerá e levará a questão até mesmo à Justiça, se necessário, para anular os autos de infração. "Vamos discutir até o final, iremos a todas as instâncias. Estamos muito tranquilos porque temos toda a documentação que prova que não houve má-fé e nem enganosidade na prestação das informações", afirmou.

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Kaddiff reconheceu um erro na declaração preenchida de próprio punho pelo professor Rodrigues, mas alegou que todos os demais documentos enviados pela Anhaguera ao Cade continham os dados corretos sobre a participação acionária do empresário. "Não houve má-fé", completou.


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