O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou deflação de 0,03% em março, contra alta de 0,17% em fevereiro. A taxa funciona como o primeiro indicador fechado do mês, mostrando como será o comportamento da inflação no restante do período.
De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pela Fundação Getúlio Vargas, a queda do índice foi puxada pelo recuo nos preços no atacado. A taxa passou de 0,09% em fevereiro para -0,12% em março. Os preços que mais caíram foram dos produtos agrícolas (de -0,23% para -1,44%). Os destaques foram café (-9,14%), milho (-3,52%) e soja (-5,33%).
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
No atacado tiveram alta apenas os preços dos bens finais, como alimentos in natura e combustíveis. A taxa passou de -0,37% em fevereiro para 0,33% em março.
Os preços ao consumidor, embora com desaceleração menor, também contribuíram para a queda do IGP-10. A taxa passou de 0,31% em fevereiro para 0,13% em março, puxada principalmente pelo recuo nos preços do grupo educação, leitura e recreação (de 2,01% para 0,22%), por conta do fim do reajuste das mensalidades escolares em fevereiro.
Os preços dos produtos e serviços da construção civil recuaram de 0,35% em fevereiro para 0,16% em março, sendo que a maior contribuição veio dos materiais.
Três índices contribuem para a formação do IGP-10: Índice de Preços no Atacado (IPA), que equivale a 60%; Índice de Preços ao Consumidor (IPC), 30% e Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que responde por 10%. Os preços para o cálculo do índice são coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
Agência Brasil