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ICMS dos alimentos não reduz preços

Andréa Bertoldi/Equipe Folha
31 dez 1969 às 21:33

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Arquivo/Folha de Londrina
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A redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos alimentos quase não trouxe efeitos práticos para o bolso do consumidor. Desde o início de abril, vários itens de alimentação tiveram a alíquota do tributo diminuído de 18% para 12% por conta da minirreforma tributária realizada pelo governo do Estado. Um levantamento realizado pelo serviço Disque Economia da Secretaria de Abastecimento de Curitiba, a pedido da FOLHA, mostra que, na média, o preço dos alimentos e produtos de higiene caiu apenas 0,58%.

A pesquisa foi realizada com base nos preços dos dias 4, 11, 18 e 25 de março e 1º e 8 de abril em 16 supermercados de Curitiba. O Disque Economia pesquisa diariamente o preço de 268 itens. O coordenador do serviço, Henri Paulo Lira, acredita que a medida de redução do ICMS só vai ter repercussão para o consumidor final daqui um mês. ''Depende do estoque e do giro dos supermercados'', disse.

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O superintendente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Valmor Rovaris, disse que o preço dos itens de alimentação vem reduzindo e a tendência é cair de 6% a 7%. Ele prevê que isso ocorra em um prazo máximo de dois a três meses. Ele explicou que, quanto maior o giro do produto nos supermercados, mais rápido estará adequado à nova legislação de ICMS.


Ele esclareceu que os produtos da cesta básica não tiveram alteração de ICMS e que, o Disque Economia também pesquisa esses itens. ''Considero que 0,58% foi uma boa queda no preço dos alimentos, incluindo a cesta básica'', disse. O superintendente da Apras lembrou ainda que a queda do ICMS anulou o aumento de 7% a 8% aplicado pelas indústrias de chocolate. Com isso, este produto ficou com o mesmo preço de 2008.


Rovaris explicou ainda que os produtos de higiene que tinham alíquota de 25% e 18% caíram para 12% a partir de abril de 2008. Essa alíquota que iria vigorar até o final do ano passado foi prorrogada até 31 de março. Em abril, a minirreforma manteve os 12%. Com isso, os preços dos produtos de higiene foram mantidos, segundo ele. Os itens que tiveram queda de ICMS de 25% para 12% foram xampu e desodorante e de 18% para 12% papel higiênico, pasta de dente, absorvente higiênico, fraldas, escova de dente e protetor solar.


O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Silva, acredita que os preços devem cair para o consumidor final, mas não há como saber se isso vai ocorrer no patamar da queda do imposto. ''A grande questão é ver se vai ser repassado para o consumidor'', disse.

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Os consumidores constataram que a redução ainda não chegou às prateleiras dos supermercados. A aposentada Maria das Graças Boff disse que muitos preços ficaram iguais e outros subiram. ''Não notei diferença de preços menores'', afirmou. A comerciante Nádia Duma disse que os produtos de higiene estão mais caros, os alimentos mantiveram os valores nas prateleiras e alguns estão mais salgados.


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