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Golpe de R$ 740 mil

Iguaçu do Brasil vendeu mesmo barracão para dois clientes

Rafael Fantin - Redação Bonde
30 abr 2013 às 16:52

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina ofereceu na última segunda-feira (29) denúncia contra oito pessoas envolvidas em fraudes na comercialização de imóveis pela construtora Iguaçu do Brasil, entre eles, o o dono da empresa e ex-prefeito de Mandaguari, Carlos Alberto Campos de Oliveira por formação de quadrilha, estelionato e falsidade ideológica.

Em um dos casos de estelionato, a denúncia relata que a construtora negociou o mesmo barracão no empreendimento Comercial Center Norte com dois clientes, que pagaram R$ 740 mil para Iguaçu do Brasil, que prometia a entrega do imóvel na avenida Henrique Mansano, na zona norte de Londrina. A denúncia do Ministério Público (MP) ressalta que a construção do empreendimento "de grande monta" não foi iniciada apesar da comercialização.

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De acordo com o documento, no dia 22 de janeiro, o corretor da quadrilha ofereceu à vítima os barracões de número B5, B6, B7, B8, B11, B12 e B13, que se dirigiu até um cartório da cidade, onde um integrante da quadrilha atuava com o objetivo de confirmar as negociações.


Conforme a denúncia, ficou estipulado que a vítima pagaria pelos barracões a quantia de R$ 2,8 milhões. "Ou seja, cada barracão custaria cerca de R$ 400.000,00 a serem quitados da seguinte forma: transferência de um imóvel no valor de R$ 1.800.000,00, um terreno no valor de R$ 350.000,00, dois veículos que totalizavam o valor de R$290.000,00", relata. O Gaeco ainda informa que os outros R$ 360 mil do montante negociado foram entregues efetivamente pela vítima ao grupo por meio de transferência bancária realizada no ato da compra.


Além disso, o MP denuncia que quatro dias antes, em 18 de janeiro, o barracão B7 já havia sido negociado com um outro cliente, que após a oferta do corretor foi ao mesmo cartório para lavrar a escritura de compra e venda. "A vítima pagaria pelo barracão a quantia de R$ 380.000,00, quitada da seguinte forma: R$ 350.000,00, em dinheiro, através de transferência bancária e R$30.000,00, representados pelo veículo GM/Zafira Elegance", informa denúncia, que confirma que valores foram efetivamente entregues aos integrantes da quadrilha.

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Carlos Alberto Campos de Oliveira foi liberado da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2) na última sexta-feira (26) após pagamento de fiança estipulada em R$ 100 mil.


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