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Fechamento de empresas

Imóveis comerciais disponíveis para locação aumentam 13% em Londrina

Samara Rosenberger - Redação Bonde
23 dez 2015 às 20:07
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O ano de 2015 foi considerado difícil para o mercado imobiliário em Londrina. A crise político-econômica afetou a confiança dos brasileiros, reduzindo a concretização de negócios, principalmente, relacionados a bens duráveis.

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A opinião é de Nestor Correia, vice-presidente do Sindicato da Habitação e Condomínios da Região Norte (Secovi). "Na nossa cidade, a situação mais grave é dos imóveis comerciais. As vendas no comércio, de modo geral, caíram consideravelmente, em alguns casos, de 20 a 30%. Percebemos que muitas redes fecharam filiais e o mesmo aconteceu com os pequenos empresários", cita. "Alguns optaram por fechar as lojas por causa do fraco movimento, elevando o número de salas vazias".


De acordo com o Secovi, em setembro, o aumento da oferta de imóveis comerciais foi de 13% em comparação ao mesmo mês do ano passado. "Percebemos que algumas pessoas preferiram abrir mão de uma sala e passou a trabalhar em casa. Não é preciso ir muito longe para perceber isso, é só andar pela cidade que percebemos as placas indicando a locação", aponta. "A quantidade de barracões disponíveis, por exemplo, é enorme".


Já em relação aos imóveis residenciais, o número de unidades vazias cresceu 20%. O valor significativo, entretanto, não se deve somente à crise, mas à greve das universidades que esvaziou apartamentos costumeiramente alugados por estudantes. "Os pais desses alunos preferiram desocupá-los até que a paralisação fosse encerrada. Por este motivo, a oferta de um e dois quartos cresceu muito neste ano. Quando a greve terminou, a maior parte foi alugada e a a defasagem já está sendo corrigida", informa.


A situação atual favorece, especialmente, os inquilinos e interessados em locar um imóvel para morar. "O preço do aluguel reduziu de 10 a 15% em relação ao ano passado. Para quem já está morando, a opção é negociar com o proprietário. Na maioria das vezes, o dono opta por abrir mão do reajuste inflacionário, que está em torno de 10%, e continuar com o contrato vigente", explica.

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Para 2016, a expectativa do mercado é de melhora, ao menos em relação aos imóveis residenciais. "Acreditamos que não vai haver greve e que não teremos problemas nesse setor. Quanto aos comerciais, a mudança de cenário depende muito da política. Existe um inconsciente coletivo de insegurança e desemprego, o qual gera pessimismo na população. Essa situação só se reverterá com atitudes positivas vindas do Governo", finaliza.


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