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Indústria de arroz de desativa fábrica e busca comprador

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33

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A indústria de arroz Campeiro Alimentos desativou sua linha de produção no mês passado diante de um pesado endividamento e suspeita de irregularidades. Com sede em Tubarão (SC), a Campeiro distribuía seus produtos principalmente na Região Sul e São Paulo, de acordo com o novo administrador nomeado pelos proprietários, Liandro Concalo, que assumiu no dia 17 de março.

A Campeiro tinha sido comprada há três anos por investidores norte-americanos, junto com um sócio brasileiro. "Os investidores suspeitam de irregularidades e por isso fui nomeado", disse o administrador, sem detalhar os supostos problemas.

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Concalo estima a dívida com produtores rurais, bancos e fornecedores entre R$ 25 milhões e R$ 32 milhões. A Campeiro faturava em média R$ 7 milhões a R$ 8 milhões por mês no ano passado, segundo ele. Com a parada das atividades, determinada no dia 20 de março, 130 funcionários serão demitidos.


O processo de rescisão de contratos está em andamento. Nenhum credor solicitou até o momento a falência da empresa, que também não entrou com o pedido. A principal alternativa em negociação é a venda do patrimônio para saldar as dívidas, contou Concalo. Ele não forneceu dados sobre a formação do passivo, argumentando que as contas da empresa estão sendo analisadas.


O secretário de Indústria e Comércio de Tubarão, Estener Soratto da Silva Júnior, disse que a prefeitura procurou outras indústrias potencialmente interessadas na compra da Campeiro, mas os contatos não evoluíram. O presidente do Sindicato da Indústria de Arroz de Santa Catarina (Sindarroz-SC), Jaime Franzner, acrescentou que as empresas do setor operam com capacidade ociosa por falta de matéria-prima, o que dificulta o interesse de concorrentes na aquisição da Campeiro.

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Santa Catarina produz aproximadamente 1 milhão de toneladas de arroz e tem capacidade para processar 1,5 milhão de toneladas. Algumas indústrias - como a Campeiro - adquirem arroz no Rio Grande do Sul para completar sua necessidade, o que requer gastos com transporte e planejamento logístico. A Campeiro detinha aproximadamente 0,5% das vendas de arroz do mercado nacional, calculou o Sindarroz.


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