A inflação em Curitiba, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social) foi de 0,82% na segunda prévia de abril. O índice refere-se aos últimos 30 dias terminados em 15 de abril.
A inflação na primeira prévia foi de 0,63%. Em março o índice foi de 0,47% após deflação registrada em fevereiro (-0,35%). O índice acumulado do ano está em 1,24% e dos últimos 12 meses em 4,67%.
O grupo vestuário continua pressionando a inflação, com alta de 4,17% nesta segunda prévia, após registrar aumento de 4,85% na primeira prévia do mês. A alta no vestuário é atribuída ao fim das promoções de verão e chegada da coleção outono-inverno.
Em contrapartida, verificou-se queda acentuada em alguns produtos alimentícios, principalmente nas carnes, como a alcatra bovina (-7,89%), pernil (-8,45%) e frango inteiro resfriado (-4,17%).
O coordenador de pesquisas periódicas do IPARDES, Gino Schlesinger, explica que a pesquisa é feita com base no consumo de famílias que ganham de 1 a 40 salários mínimos, portanto, itens de consumo popular como alguns gêneros alimentícios, acabam tendo um peso menor na inflação.
"Notamos queda de preços em muitos produtos de alimentação, no entanto, gasolina, automóvel e passagem de avião, por exemplo, acabam pesando muito mais e, assim, elevando o índice", observou Schlesinger.
Os itens que mais influenciaram a inflação nesta primeira prévia foram, com alta de preços: gasolina (3,72%), excursão turística (12,95%), cigarros (6,17%), aluguel de moradia (1,12%), calça comprida feminina (10,67%), blusa feminina (12,63%); e com queda de preços: automóvel de passeio e utilitário usado (-1,73%), psicólogo e fisioterapeuta (-4,28%), feijão preto (-16,77%), alcatra bovina (-7,89%), antiinflamatório (-4,41%) e tratamento dentário (-1,73%).
Para o cálculo da inflação, o Ipardes coleta, mensalmente, em Curitiba, cerca de 60 mil preços de produtos consumidos por famílias que possuem renda mensal que varia de R$ 465,00 a R$ 18.600,00.