A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou estável em junho, em 0,0%, ante 0,43% em maio, segundo divulgou nesta quarta-feira, 7, o IBGE. O resultado veio abaixo do piso das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (0,05% a 0,18%), com mediana de 0,11%.
A estabilidade (0,0%) apurada no IPCA em junho representou a menor taxa mensal para o índice apurada pelo IBGE desde junho de 2006 (-0,21%). O resultado foi muito menor do que o apurado em junho do ano passado, quando chegou a +0,36%.
No primeiro semestre, o IPCA acumulou alta de 3,09% e em 12 meses, de +4,84%. A coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, vai conceder entrevista coletiva daqui a pouco para comentar os resultados.
Alimentos
A forte desaceleração ocorrida na inflação medida pelo IPCA em junho (0,0%) em relação a maio (+0,43%) reflete sobretudo a deflação apurada nos preços dos alimentos em junho (-0,90%), ante +0,28% em maio. Em junho, os alimentos contribuíram com -0,20 ponto porcentual para a taxa do IPCA, ante uma contribuição positiva de 0,06 ponto porcentual em maio.
O destaque de queda entre os alimentos em junho ficou com a batata inglesa, com redução de 23,97% nos preços e a principal contribuição individual (-0,09 ponto porcentual) para a desaceleração da taxa.
INPC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para a camada de renda mais baixa da população, registrou deflação de 0,11% em junho, ante uma alta de 0,43% em maio, informou há pouco o IBGE. A taxa do mês passado representou a menor variação mensal para o indicador desde junho de 2005, quando caiu iguais 0,11%.
No acumulado do primeiro semestre deste ano, o INPC tem alta de 3,38%, enquanto nos últimos 12 meses encerrados em junho, registra variação positiva de 4,76%.
O INPC refere-se às famílias com rendimento entre um e seis salários mínimos, enquanto o IPCA aborda rendimentos familiares de um a 40 salários mínimos.