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Fraude no peso

Ipem apreende nove marcas de pescados

Renato Oliveira - Folha de Londrina
31 dez 1969 às 21:33

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João Mario Goes/Equipe Folha
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O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) reprovou, notificou e apreendeu nove marcas de pescados que estavam sendo vendidos com peso abaixo do discriminado na embalagem. Do total de 12 itens inspecionados, as irregularidades foram constatadas em 75% dos filés de pescado, merluza, minguado e camarão congelados, disponíveis sobretudo em supermercados do varejo londrinense.

O item que mais surpreendeu foi uma marca de filé de merluza que na embalagem apontava um conteúdo de 800 gramas, porém após a verificação do Ipem foi constatado 635 gramas de peso médio – a quantidade do produto estava 20,63% menor que o declarado. Outras cinco marcas de filés de peixe congelado também apresentaram variações negativas de 16% em média.


No caso dos camarões foram quatro marcas reprovadas com peso até 16,8% menor que o discriminado na embalagem. No caso da marca em questão, a quantidade declarada foi de 350 gramas, mas depois da conferência a balança acusou 291,2 gramas. ‘Nesse caso, o consumidor não tem como conferir. É possível colocar o pacote em uma balança (nos supermercados) e comparar os pesos, mas o gelo dificulta uma análise mais precisa’, aponta o coordenador do Ipem, Marcelo Trautwein.


‘Há três anos estamos fiscalizando, notificando e multando essas marcas, mas até agora não tomaram uma atitude. Existe uma fraude que é a adição de água na embalagem, na forma de camadas de gelo, que confere (ao peixe) peso maior que o declarado. Na nossa visão, é uma forma de garantir vantagem financeira. A diferença de 16% é uma variação muito alta’, condena Trautwein. Os produtos adulterados, segundo ele, vêm de indústrias de Santa Catarina.


O Ipem realizou 367 exames oficiais em 1.625 unidades de 18 marcas divididas em 12 de pescados e seis de chocolates, todos produtos característicos do período de Páscoa. No caso de ovos, colombas e bombons nenhuma irregularidade foi encontrada. Trautwein atribuiu ao constante trabalho de fiscalização como inibidor dos problemas com os chocolates que, em relação aos outros anos, corrigiram as irregularidades.

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Para quem está fora dos padrões, o coordenador do Ipem avisa que as multas variam entre R$ 100,00 e R$ 50 mil. Nestes casos as indústrias têm até 10 dias para apresentarem sua defesa. ‘De todos os exames que fizemos até agora, apenas 2 representantes comparece-ram’, conta.


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