O policial federal Newton Ishii, que ficou conhecido como "Japonês da Federal" após ser fotografado e filmado várias vezes em prisões e apreensões da operação Lava Jato, deve virar moda entre os foliões no Carnaval deste ano.
A popularidade do agente chamou atenção de uma empresária que produz máscaras para as festas, mas exigirá cuidado redobrado. "As máscaras de políticos são feitas sem autorização porque eles são pessoas públicas e foram colocadas ali pelo povo. No caso do agente, como ele não é um político e não temos o direito de imagem, a máscara tem apenas alguns traços dele. Ela foi confeccionada a partir da máscara de um samurai comum", explicou Olga Valles, proprietária de uma fábrica de São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Os óculos escuros deixam o protótipo mais parecido com o modelo original.
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Segundo Dona Olga, as ideias para o acessório vêm dos noticiários. "Tem que ser figuras que estão na mídia. Me pauto pelas notícias", comentou. Além do japonês, as outras apostas da fábrica são as máscaras do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do senador Delcídio Amaral (PT-MS). Mas, para ela, o Brasil reage de forma diferente às figuras políticas no Carnaval. "Na Europa, os políticos que mais vendem máscaras são aqueles que são alvos dos maiores protestos. Os mais vendidos são os maiores vilões. Já aqui no Brasil, tem que ter alguma empatia. Os brasileiros preferem as pessoas do bem, usam as máscaras para elogiar", frisou a empresária. Segundo ela, no ano passado foram vendidas 15 mil unidades com a face do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.
No entanto, os maiores recordes de vendas não são de rostos de políticos. "O recorde é do King Kong. A máscara existe há 45 anos e ainda é um dos nossos produtos mais vendidos. Além dele, o Osama Bin Laden também vendeu muitas unidades na época dos atentados de 11 de setembro", lembrou. As celebridades e os atletas, por sua vez, não entram na lista de produção da fábrica. "No caso dos artistas, eles trabalham com a imagem e, por isso, não conseguimos negociar. Já pensamos em jogadores de futebol, mas neste caso, os nossos números geralmente não agradam aos atletas, já que os preços são baixos. Só o Ronaldo Fenômeno e o Ronaldinho Gaúcho que liberaram suas imagens e não pediram nada em troca. Mando apenas máscaras quando eles pedem", lembrou.
(com informações do site UOL)