O Brasil é um dos países que, assim como a China, pode ter uma expansão maior nos próximos anos devido à sua dinâmica interna própria. A análise foi feita nesta sexta-feira, 26, pelo economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, durante o 5º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, que está sendo realizado em Campos do Jordão pela BM&FBovespa.
Quem também pode contribuir para este resultado é a classe média, disse. "Se o crescimento da classe média for sustentável gerará uma mudança relevante de crescimento para determinados países", afirmou Goldfajn. "O Brasil se beneficia no longo prazo, pois o consumidor vai continuar atraindo poupança e investimento."
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No cenário básico traçado pelo especialista, o País terá crescimento de 3,6% em 2011 e 3,7% no próximo ano. Enquanto isso, a taxa básica da economia local (Selic) deve permanecer estável em 12,50% até o final do exercício de 2012. Já o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor A), na previsão de Goldfajn, deve encerrar 2011 em 6,5% e baixar para 5,3% em 2012. "Os investimentos vão continuar subindo pelo menos 4% por conta dos investimentos advindos da infraestrutura, Copa, Olimpíadas, setor imobiliário, entre outros segmentos", disse. "Vamos continuar a ser financiados pela poupança externa".
Ainda num cenário básico, o economista-chefe do Itaú Unibanco projeta dólar a R$ 1,55 em 2011 e R$ 1,25 no próximo exercício. "No médio prazo, vamos continuar sendo um país caro porque vamos atrair poupança externa, mantendo o câmbio apreciado.", afirmou.
Já num cenário pessimista, o Brasil crescerá, de acordo com Goldfajn, 3,1% neste ano e 3,2% em 2012. "A crise deverá permanecer mais dois ou três meses neste cenário", avaliou ele.
Neste cenário, a Selic vai a 12% em 2011 e a 10,5% no próximo ano. Já o IPCA poderá chegar a 6,1% neste exercício e 4,9% em 2012. A previsão dele para a moeda americana num ambiente mais sombrio é de R$ 1,71 em 2011 e de R$ 1,75 no ano de 2012.