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Correção da Alcoopar

Litro do álcool pode chegar a R$ 2 no Paraná

Eli Araujo/Folha de Londrina
28 jul 2010 às 08:40

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A Associação dos Produtores de Bionergia do Estado do Paraná (Alcopar) quer elevar de 70% para 80% o índice que serve de parâmetro para a fixação do preço do etanol em comparação com o custo da gasolina, o que corresponderia a um aumento real de 14,3% no preço do produto. Se o novo índice fosse adotado hoje, o custo do etanol ao consumidor subiria para cerca de R$ 2 em quase todos os postos de combustíveis do Paraná.

A proposta de correção é defendida pelo presidente interino da Alcopar, o engenheiro agrônomo Miguel Rubens Tranin, que será oficializado no cargo durante reunião de dirigentes das usinas de álcool e açúcar do Paraná. A eleição por aclamação será nesta sexta-feira de manhã em Maringá (Região Noroeste). Tranin justifica que a equivalência de 70% vem desde a implantação do Proalcool, na década de 1970, e é necessária neste momento porque o rendimento dos carros flex e a álcool também está maior. ''O consumidor se acostumou a um preço que não é real'', diz.

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''Quando o preço do álcool está muito baixo nos postos é sinal de que alguma coisa errada e quem sofre com isso é o produtor'', salienta ele. Na sua opinião, é preciso que haja equilíbrio em toda a cadeia, desde produção, usina, distribuição, posto de combustível e finalmente o consumidor.


O novo presidente diz que o setor tem outros dois grandes desafios para os próximos anos. O primeiro é a construção de um alcooduto entre Maringá e o Porto de Paranaguá. O projeto para a obra está sendo elaborado e o próximo passo é o licenciamento ambiental. A conclusão está prevista para 2014, devendo entrar em operação logo em seguida. O alcooduto vai transportar 4 bilhões de álcool por ano. O produto será exportado para vários países do mundo. Em uma segunda etapa, a obra deve se estender até unidades produtoras de Mato Grosso do Sul.


A segunda meta da Alcopar é implementar, de forma gradativa, a mecanização da colheita de cana no Paraná. Atualmente, de acordo com Tranin, pouco mais de 20% dos canaviais são colhidos por máquinas. A intenção é chegar aos 100% em 2025 para evitar a demissão em massa dos rabalhadores que atuam no corte de cana. O setor sucroalcooleiro emprega cerca de 75 mil pessoas no Estado.

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O engenheiro agrônomo Miguel Rubens Tranin vai substituir o empresário Anisio Tormena que morreu em um acidente em maio. Além da Alcopar, Tranin vai assumir também a presidência de outras três entidades sucroalcoleiras: Sindicato da Indústria do Açúcar no Estado do Paraná (Siapar), Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool do Estado do Paraná (Sialpar) e Sindicato da Indústria de Produção de Biodiesel do Estado do Paraná (Sibiopar). Ele também continuará na presidência da Cooperativa Agroindustrial do Noroeste do Paraná (Copagra), que tem sede em Nova Londrina (110 km ao norte de Paranavaí).


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