O juiz da 6ª Vara do Trabalho de Londrina, Reginaldo Melhado, concedeu liminar em ação movida pelo Ministério Público do Trabalho determinando que todas as agências bancárias de Londrina adotem medidas para evitar a proliferação do vírus H1N1, causador da gripe A.
Umas das principais decisões é a manutenção da distância de dois metros entre clientes e funcionários. Desta forma, as agências pequenas poderiam permitir a entrada de, no máximo, 10 clientes por vez. "Agências maiores, que consigam manter uma distância de dois metros entre as pessoas, podem recolher mais clientes, mas são poucas agências com sedes grandes em Londrina", disse Joseph Sonego, diretor do Sindicato dos Bancários.
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A decisão de Reginaldo Melhado também obriga os bancos a dispensarem imediatamente do trabalho todos os funcionários que tenham sintomas de resfriado ou gripe e todas as mulheres grávidas. As agências também devem instalar frascos com álcool gel a 70% para clientes e funcionários, além de entregar a cada bancário uma máscara cirúrgica.
"A multa estipulada pelo juiz é de R$ 1 mil para cada determinação descumprida e para cada funcionário", afirmou Sonego. Desta forma, se em um banco quatro funcionários, por exemplo, estiverem sem máscara, a multa seria de R$ 4 mil.
Questionado sobre o desconforto dos clientes que tiverem de esperar do lado de fora das agências, principalmente em dias de chuva, o diretor do Sindicato dos Bancários disse que isso se trata de "um mal necessário". "É melhor tomar um pouco de chuva do que ser contaminado pela gripe".
Sonego disse que a Caixa Econômica já reuniu gerentes das agências de Londrina para adotar medidas para cumprir a decisão judicial.