Durante muitos anos, Maringá foi considerada um dos principais focos de pirataria do estado, tanto que sedia uma das três delegacias do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (NURCE) no Paraná.
O título, no entanto, mudou de cidade. Segundo o delegado do NURCE, Fernando Martins, Londrina é a cidade que concentra maior número de laboratórios de produção de CDs e DVDs piratas. No ano passado, foram fechados pelo menos seis laboratórios na cidade. Maringá, Sarandi e Cambé também tiveram casos de apreensões, mas em menor número.
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"Maringá já foi capital nacional da pirataria, mas hoje a vigilância é acirrada. O título pertence a Londrina, principalmente por conta dos shoppings populares. As fábricas abastecem estes camelódromos, que por sua vez revendem a outras cidades da região. Nas apreensões feitas em Maringá recentemente, todas as mídias eram compradas nos camelódromos de Londrina", observa o delegado.
Segundo Martins, as denúncias que resultaram no fechamento de laboratórios partiram de anônimos e também da Associação Antipirataria Cinema e Música (APCM). Os produtos fabricados em Londrina chegam a ser vendidos até nos shoppings populares de São Paulo. "A cidade ganhou fama pela pirataria. Apesar de estarmos sediados em Maringá, a grande maioria das denúncias que recebemos são de Londrina", afirma.
Segundo dados da APCM, de janeiro a dezembro de 2011 foram apreendidas 114 mil mídias na cidade, sendo a maioria (60,3 mil) de DVDs de filmes.
A pena para quem fabrica pirataria vai de um a quatro anos de prisão. Para fazer denúncias, o telefone do NURCE em Maringá é o (44) 3227-6213 .