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Londrineses querem horário livre no comércio

24 ago 2011 às 11:30

A Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL) divulgou nesta quarta-feira (24) o resultado de uma pesquisa sobre o funcionamento do comércio na cidade.

De acordo com os dados apresentados, 59,2% dos entrevistados afirmaram que gostariam de ter mais tempo de lazer e compras com a família. Em outra pergunta, 32,3% das pessoas disseram ser a favor da expansão do horário do comércio.


Mesmo assim, apenas 12,7% das pessoas aprova a proposta da ACIL de abrir as lojas do centro da cidade das 8h às 20h, de segunda à sexta-feira e das 8h às 18h no sábado. Para 40,6% dos entrevistados, o comércio deve ter o horário livre, mas sempre respeitando as leis trabalhistas. E 37,4% é a favor do comércio continuar funcionando das 9h às 18h em dias de semana e das 9h às 13h aos sábados.


A pesquisa foi realizada com 855 pessoas entre os dias 13 e 15 de agosto.


Para a vereadora Sandra Graça (PP), esse tema ainda deve ser muito estudado e discutido. Para ela a principal questão não é a jornada de trabalho, mas o quanto isso vai custar aos trabalhadores. "Se o trabalhador entrar as 10h e sair as 16h, por exemplo, vai perder o horário de almoço com a família".


Para ela é preciso estabelecer regras. "É preciso estabelecer os horários e definir os sábado em que o comércio vai trabalhar. Isso fortalece o comércio. Já existem shoppings e mercados 24h, mas a contratação desses lugares é feita de forma diferenciada, o piso deles é diferenciado. Agora, querer que um coitado do centro entre as 10h e fique até mais tarde, é querer matar o dia dele".


O vice-presidente da ACIL, Flávio Balan, discorda da vereadora. Segundo ele, já existem pessoas que trabalham em horários diferenciados, e nem por isso, tem piores condições de trabalho. "Estamos falando de 20% do comércio [referente ao centro da cidade], então os outros estão sendo escravizados? O comércio deve abrir diante da demanda".

O vereador Márcio Almeida (PSDB) disse que vai sugerir aos vereadores que a pesquisa da ACIL seja discutida em uma sessão da Câmara Municipal.


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