A MasterCard Inc. registrou um declínio de 18% no lucro líquido no primeiro trimestre, para US$ 367,3 milhões (US$ 2,80 por ação), com uma forte retração de 85% na receita proveniente de investimentos e queda nos gastos dos norte-americanos com cartões. Em igual período do ano anterior, a companhia lucrou US$ 446,9 milhões (US$ 3,37 por ação). Nas mesmas bases de comparação, a receita da companhia caiu 2,2%, para US$ 1,16 bilhão.
A exemplo de sua maior rival, a Visa, a segunda maior processadora de cartões de crédito não emite cartões. Ao invés disso, ela faz dinheiro com o processamento de operações e taxas por transação que cobra de seus clientes, os bancos, limitando assim sua exposição a crise de crédito. No entanto, a desaceleração nos gastos do consumidor tem atingido o desempenho das processadoras de cartões nos últimos meses.
O executivo-chefe, Robert Selander, disse que a MasterCard tem adotado "ações de redução de custo consideráveis" para melhor atravessar pelos atuais desafios econômicos, mas não forneceu detalhes sobre o assunto. Em termos globais, os gastos com cartões da bandeira MasterCard cresceram 0,3% (em moeda local) no trimestre, com os gastos nos EUA recuando 8%. O número de cartões com a marca MasterCard em todo o mundo cresceu 4%, enquanto o número de transações processadas aumentou 5,8% entre janeiro e março.
A receita proveniente de investimentos ficou em US$ 17,4 milhões no período, ante US$ 114,8 milhões apurada entre janeiro e março de 2008, enquanto o custo com juros mais do que dobrou, para US$ 35,8 milhões. As despesas da companhia com propaganda e marketing caíram 35% no período. Em Nova York, as ações da MasterCard fecharam ontem a US$ 183,45, mas há pouco indicavam queda de 5,13% no pré-mercado, cotadas a US$ 174,03. As informações são da Dow Jones.