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Lula discute redução de juros com bancos

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33

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No dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) decide a Selic, a taxa básica de juros da economia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá nesta quarta-feira, 21, dirigentes de bancos públicos para uma conversa sobre taxa de juros. A ideia, segundo fontes do governo, é fazer com que essas instituições cortem os juros dos empréstimos, principalmente porque dados do Banco Central (BC) mostram que, apesar do esforço recente, esses bancos continuam com taxas semelhantes às dos bancos privados em muitas operações. Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal apresentarão na reunião novas tabelas, com juros menores, que devem ser anunciadas amanhã mesmo, após a decisão sobre a Selic.

Em levantamento do BC feito entre os dias 31 de dezembro e 7 de janeiro, bancos públicos não aparecem com muita vantagem no ranking de juros. Essa situação tem gerado desconforto em parte do governo, principalmente no Ministério da Fazenda e no Palácio do Planalto.

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A desvantagem é mais evidente nas linhas de crédito para as empresas. Em uma das operações mais usadas pelas companhias - o capital de giro prefixado -, o juro médio praticado pelo Banco do Brasil, por exemplo, está em 2,47% ao mês, maior que os do Itaú, Unibanco e Safra no período da pesquisa. Nessa mesma operação, a Caixa cobra 2,20%, mais que o norte-americano Citibank.


A situação é um pouco diferente nas operações para as famílias. Nesse segmento, os bancos públicos têm mais fôlego em empréstimos, como o crédito pessoal e têm taxas mais vantajosas que às da concorrência. Nesse financiamento, especificamente, Caixa e BB chegam a cobrar metade do juro de alguns dos concorrentes. Mas, no socorro mensal de muitos brasileiros - o cheque especial -, a vantagem não é tão grande. Para emprestar esse dinheiro, a Caixa cobra 6,73% ao mês - a menor taxa entre os grandes.

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O BB, no entanto, cobra 8,14%, mais que o Bradesco e Safra e próximo do Itaú, que cobra 8,63%.


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