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Lula nega que tenha apoiado aumento da taxa de juros

31 dez 1969 às 21:33

A possibilidade de aumento da taxa básica de juros (Selic) na próxima reunião do Comitê de Política Econômica (Copom) foi debatida durante a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Holanda e à República Tcheca. Após dizer que uma eventual variação dos juros não traria nenhum "transtorno" para a economia, Lula negou que isso significasse um aval para a elevação da taxa.

Questionado em Haia sobre os impactos que o aumento da inflação poderia ter sobre os juros, Lula disse que não "dá palpite" sobre o assunto porque isso é responsabilidade exclusiva do Copom, que se reúne na próxima semana. Em seguida, disse que, independentemente da decisão, a economia do país vai seguir firme.


"Os juros irão aumentar quando for necessário aumentar e irão cair quando for necessário cair. Tenho dito ao ministro Meirelles (Henrique Meirelles, presidente do Banco Central) e ao ministro Guido Mantega (Fazenda) que é preciso que a gente não permita que volte a tensão toda vez que o Copom vai se reunir. Essa fase já passou, a economia está tranqüila", disse Lula.


Economia estável


O presidente afirmou ainda: "Embora seja presidente da República, que indica o presidente do Banco Central, eu acho que é importante a gente garantir que o que deu certo até agora continue dando certo. Ou seja, não será a redução de 0,25 (ponto percentual nos juros), a manutenção de 11,25% nem o aumento de 0,25 que trará qualquer transtorno à economia brasileira", disse.


Questionado neste sábado (12), em Praga, se o depoimento do dia anterior significava apoio à alta dos juros, Lula respondeu: "Quem estiver achando (isso), está louco".

Na última segunda-feira, o boletim Focus, que traz previsões de analistas do mercado financeiro, sinalizou a possibilidade de aumento de 0,25 ponto percentual na taxa de juros.


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