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Lula quer reativar Telebrás para banda larga

Agência Estado
03 fev 2010 às 15:39

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Em uma reunião convocada para discutir o Plano Nacional da Banda Larga, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria confirmado a intenção do governo de reativar a Telebrás, para que a empresa funcione como a operadora dos serviços de internet rápida no Brasil. "Queremos fazer a Telebrás voltar a funcionar", disse o presidente, segundo relato do coordenador do programa Software Livre Brasil, Marcelo Branco, que participou da reunião, encerrada pouco depois das 22 horas desta terça-feira (2).

O objetivo do governo com a criação da estatal da banda larga é criar um instrumento público para estimular a competição e garantir que os serviços cheguem onde as empresas privadas não atuam, a preços mais baixos. Ao mesmo tempo, o governo quer recuperar a sua capacidade de "gerir" o setor de telecomunicações.

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"Não queremos criar uma empresa estatal por criar, queremos uma empresa que ajude os brasileiros a ter banda larga mais barata", disse o presidente, ainda de acordo com o relato do coordenador do programa Software Livre Brasil. Marcelo Branco acrescentou que será dada uma "nova missão" para a Telebrás. "Não é a velha Telebrás, com as mesmas funções, a mesma herança", ressaltou Branco.


O presidente Lula também comparou a banda larga aos programas Bolsa-Família e Luz para Todos, este último criado para universalizar os serviços de energia elétrica. "Este País vai ter banda larga onde for necessário", disse o presidente, segundo Marcelo Branco. O presidente teria mostrado disposição de fazer parceria para massificar a banda larga. Na próxima quarta-feira haverá uma reunião do presidente com ministros para discutir o assunto.


Operadoras privadas


Na reunião, foi colocada a possibilidade de o governo chamar as operadoras privadas para participar do plano. Segundo o coordenador, as empresas não estão sendo tratadas como inimigas. "As grandes operadoras também estão no plano, é um complemento. Não é a estrutura pública contra a estrutura privada", afirmou Marcelo Branco.


Também foram apresentados vários cenários de investimentos, que poderiam chegar a R$ 15 bilhões, dependendo das parcerias que serão firmadas. Nas negociações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vem sendo considerado um financiamento de até R$ 20 bilhões.

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O coordenador do programa Software Livre Brasil relatou ainda que a meta do governo é criar, até 2014, mais 20 milhões de acessos à banda larga, em 4.238 municípios. Para isso, a intenção é baratear o preço em 70%, atendendo principalmente às classes C, D e E. A nova estrutura estatal de banda larga ficaria subordinada à Presidência da República.


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