O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse não ver razão nenhuma para "não sermos otimistas com relação ao Brasil". Em entrevista coletiva à imprensa em Nova York, Lula descreveu o País como tendo "bancos muito sólidos" e garantiu que vai continuar trabalhando para abrandar os efeitos da crise. Neste momento, "é o que eu disse para o Obama (Barack Obama, presidente dos EUA). Vamos trabalhar mais do que vínhamos trabalhando, viajar mais do que estávamos viajando e ser mais criativos do que fomos".
Por isso, continuou Lula, "vou implementar com mais força investimentos da Petrobras e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)". "E por isso tomamos medidas para recuperar o setor automobilístico." "No mercado interno, vamos continuar fortalecendo a indústria automobilística", afirmou.
O presidente Lula reconheceu que o nível da meta de superávit primário "vai depender muito da capacidade de arrecadação que o governo tiver". Ele descreve o último trimestre do ano como o período mais difícil e reconhece que o número de janeiro não atingiu o nível do ano passado.
Mas o presidente reiterou que trabalha com a hipótese de que o segundo trimestre do ano será melhor que o primeiro, e assim sucessivamente. "Vamos chegar ao quarto trimestre com fase de bom crescimento", estimou. No entanto, Lula não arrisca, por exemplo, projetar o Produto Interno Bruto (PIB) para o País no ano. Ele cita que tem "quantidade enorme" de investimentos previstos, seja por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal, mais o "lançamento do programa de 1 milhão de casas", que deve ser efetuado na próxima semana.