O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que o aumento do salário mínimo em 2012 não preocupa. Segundo ele, "é coisa do passado" a mentalidade de que aumento do salário gera pressão inflacionária. "Aumento do salário mínimo é mercado, é consumo, é estímulo à produção e ao investimento", defendeu o ministro, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
Mantega disse que se a economia estiver equilibrada, ela suporta o reajuste do salário mínimo. "É possível um reajuste de 13% a 14% em 2012, até porque este ano não teve aumento real. É preciso conciliar desenvolvimento social com desenvolvimento econômico", afirmou.
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O ministro, no entanto, destacou que é preciso ter cuidado para manter o equilíbrio das contas da Previdência no longo prazo. "A Previdência é o maior gasto que o Estado tem", disse. Segundo ele, o déficit no INSS tem caído. Já foi de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) e caiu para 1,2% do PIB.