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Mantega diz que será difícil atingir crescimento de 4%

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33

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Após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que será difícil atingir uma "meta" de crescimento de 4% neste ano. Contudo, ele não prevê uma recessão técnica - dois trimestres consecutivos de crescimento negativo. O ministro negou que o governo tenha feito uma revisão nas projeções para o PIB em 2009, mas disse que o número será positivo. "Preferimos aguardar um tempo antes de revisar as projeções".

Diferentemente de Mantega, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não descartou a meta de 4% do PIB em 2009. "Não descarto nada enquanto não terminar o ano. A única clareza que tenho é que esta crise está exigindo que a gente trabalhe mais, tenha mais criatividade e mais ações", disse Lula. Indagado se incluía nessas ações a redução da taxa de juros, o presidente sorriu e não respondeu.

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A queda no crescimento da economia brasileira foi maior do que o esperado no quarto trimestre de 2008, período em que a crise se acentuou no País. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira, 10, o Produto Interno Bruto (PIB) do período caiu 3,6%, ante o terceiro trimestre de 2008. A estimativa era de uma retração entre 1,60% e 3,50%. Trata-se da maior queda trimestral apurada pelo IBGE, desde o início da série histórica em 1996.


Mantega acredita que houve nos últimos três meses do ano uma "parada maior do que a necessária". Contudo, segundo ele, o impacto da crise internacional na economia foi mais moderado do que em outros países.


O ministro explicou que no quarto trimestre houve uma retração da economia em praticamente todos os setores. "O setor produtivo deu férias coletivas para queimar estoque e fazer caixa para enfrentar a crise", afirmou há pouco, em entrevista coletiva. Ele destacou que a economia brasileira até o terceiro trimestre estava indo muito bem e que o resultado negativo do quarto trimestre não comprometeu o PIB de 2008, que fechou o período em 5,1%.


Perspectivas


Segundo Mantega, o governo continuará adotando as medidas necessárias para que a economia tenha um melhor resultado possível e para que o Brasil possa sair da crise mais rápido do que outras economias.


Mantega disse que a sua avaliação é de que o primeiro semestre de 2009 será de uma economia moderada, melhor que no quarto trimestre de 2008, mas pior que todo o resultado do ano passado já que toda a economia está se desacelerando.

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Para o segundo semestre, Mantega disse que deve haver uma aceleração da economia em função dos efeitos das medidas adotadas pelo governo. Ele ressaltou que continua havendo o problema de escassez de crédito e o custo elevado do dinheiro. "Esse é o nosso maior desafio pela frente."


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