Após três semanas seguidas de queda das estimativas, o mercado financeiro manteve a previsão para o nível da taxa básica de juros, a Selic, ao fim deste ano. De acordo com a pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira, 16, a estimativa segue em 11% para o fim de 2010, o que indica a expectativa de aumento da taxa de apenas 0,25 ponto até dezembro. Há um mês, analistas previam juro 1 ponto porcentual maior ao final do ano, em 12%.
De acordo com a pesquisa, a alta de 0,25 ponto deve acontecer na reunião programada para os dias 31 de agosto e 1º de setembro, quando a taxa deve subir dos atuais 10,75% para 11%. Depois, analistas preveem Selic estável nos encontros de outubro e dezembro.
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No grupo dos analistas que mais acertam as projeções coletadas semanalmente pelo BC, o chamado Top 5, a previsão para o patamar da Selic no fim deste ano caiu em relação à semana passada, de 11,25% para 11%. Com o movimento, o grupo passa a prever taxa idêntica à do restante do mercado. Para o fim de 2011, esse grupo de cinco analistas manteve a expectativa para a Selic em 12,25%.
Levando-se em conta a opinião de todos os analistas consultados, a pesquisa Focus mostra que a previsão para o patamar da Selic ao final de 2011 caiu de 11,63% para 11,50%.
De acordo com a pesquisa Focus, o aumento do juro em 2011 começa já em janeiro, quando a taxa avança 0,25 ponto, para 11,25%. Depois, é esperado novo aumento idêntico, para 11,50% em março. Abril e junho teriam novas altas de 0,25 ponto, o que levaria a Selic para 11,75% e 12% em cada um desses meses, respectivamente. Mas, depois, a taxa recua novamente para 11,50% após dois cortes de 0,25 ponto no fim do próximo ano, preveem os analistas.
PIB
Analistas reduziram pela segunda semana consecutiva a projeção para o crescimento da economia em 2010. De acordo com a pesquisa Focus, a mediana das previsões para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 7,12% para 7,09% neste ano. Há um mês, o número estava em 7,20%.
Para 2011, porém, foi mantida a previsão de que a atividade econômica deve avançar 4,50%. Essa previsão é repetida há 36 semanas.