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A média dos salário dos profissionais técnicos variam de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil - Reprodução
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Não falta emprego

Mercado tem vagas de sobra para técnicos

Fernanda Mazzini - Folha de Londrina
31 dez 1969 às 21:33
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Nem sempre uma vaga no mercado de trabalho está na realização de um curso universitário. Em muitos casos passar quatro ou cinco anos nos bancos de uma faculdade não é garantia de um bom futuro profissional. A oportunidade, às vezes, pode ser mais simples do que se parece. Sobram ofertas de trabalho para profissões de nível técnico. E, ao contrário do que muitos podem pensar, não são atividades para funções de ''chão de fábrica'', são operacionais. O salário - que não é astronômico - também é maior do que a média do mercado, variando de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil.

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Frequentar os cursos profissionalizantes de mecânica de manutenção industrial e o técnico em eletromecânica foi a oportunidade da vida de Diego Barbieri. Funcionário da multinacional Atlas Schindler há oito anos, ele já está no segundo curso universitário. ''O curso técnico deixa a pessoa preparada mais rápido. Não me arrependo de ter feito o curso técnico, aconselho os outros com certeza'', afirma. A iniciativa de procurar a capacitação foi do seu pai que, trabalhando em uma grande indústria, acreditou que o filho poderia estar empregado ainda jovem.

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''Queria trabalhar, tinha vontade de comprar as minhas coisas. Meu pai falava que era a minha oportunidade de crescer, de ter o futuro que ele não podia me dar e garantir o futuro dos meus filhos'', comenta Barbieri. Conselho dado, conselho aceito, o jovem se matriculou no curso de aprendizagem do Serviço Nacional da Indústria (Senai) aos 14 anos para frequentar aulas de mecânica de manutenção industrial. Ele fazia o curso paralelamente ao Ensino Médio. Por meio do curso de aprendizagem conseguiu estágio em um moinho, onde trabalhou até a conclusão das aulas.


Em seguida, já arrumou um outro emprego em uma empresa de perfuração e manutenção de poços artesianos. Percebeu que ainda não era tempo de parar e a opção foi o técnico em eletromecânica. Terminado o curso foi em busca de novas oportunidades. Pediu demissão do emprego e começou a distribuir currículos. Depois de dois meses, foi admitido na Atlas como estagiário no setor de estruturação de elevadores. O contrato era de um ano, mas Barbieri foi efetivado em seis meses. Em 2004, a necessidade de adquirir mais conhecimentos novamente falou mais alto.


Prestou vestibular para Desenho Industrial e, depois de curso concluído, neste ano ingressou em Engenharia de Produção. Atualmente ocupa a função de técnico de processos, no departamento de engenharia, mas a intenção, futuramente, é concorrer a uma vaga de engenheiro. ''A graduação é uma oportunidade de adquirir mais conhecimentos e absorver mais atribuições. Além disso é uma realização pessoal'', observa Barbieri. Dos 14 anos, quando iniciou o curso técnico até agora são várias as lições: aprendeu a economizar, a administrar o dinheiro e melhorou a relação interpessoal.

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''Foi ótimo começar a trabalhar cedo. Moro em um bairro da periferia e a maioria dos meus colegas não tem profissão. Alguns são usuários de drogas, praticaram assaltos e até já morreram. Não tive tempo para ficar na rua, mas se tivesse ficado pode ser que isso também tivesse acontecido comigo. Para chegar onde cheguei a base foi o curso técnico'', diz Barbieri.


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