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Metalúrgicos de Curitiba e região fecham o Contorno Sul

11 jul 2013 às 09:41

Metalúrgicos de Curitiba e região metropolitana paralisaram na manhã desta quinta-feira (11) o Contorno Sul, trecho que liga a BR-116 à BR-277, em direção ao norte do Estado, devido à greve geral, convocada pelas centrais sindicais em todo o País. A mobilização começou por volta de 5h, quando inicia o 1º turno, no cruzamento da Av. Juscelino Kubitscheck de Oliveira com a Rua Eduardo Sprada, em frente à sede da Volvo, na CIC.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a rodovia foi totalmente bloqueada nos dois sentidos - capital e Campo Largo -, a partir do Km 591,8. Por volta das 10h, com o fim do protesto, as vias marginais foram liberadas, mas o trânsito permanecia lento no local. Agentes da PRF e da Secretaria Municipal de Trânsito de Curitiba (Setran) seguiam na região, orientando os motoristas.



Funcionários da Renault e da Volkswagen também aderiram aos protestos e bloquearam totalmente a pista sentido Paranaguá da BR-277, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), na altura do Km 67. A Setran informou, às 10h, que o trânsito foi liberado e começava a fluir.


O "Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações – em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores" é organizado no Paraná pela Força Sindical e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). Além dos representantes das montadoras, participaram da mobilização dos metalúrgicos, na manhã de hoje, funcionários das empresas JTekt, CNH, Bosch, Brafer, WHB, Arotubi, Aethra, Parque Industrial da Volks (PIC), Arotubi e Perfecta.


No período da tarde, estão previstas novas mobilizações, na entrada do 2º turno, a partir das 14h. Segundo estimativa da Força Sindical, mais de 20 mil trabalhadores da categoria devem aderir à ação. Às 16h, acontece um ato unificado na Praça Rui Barbosa, centro da cidade, com a participação de várias categorias.


Reivindicações - Os trabalhadores reivindicam dos poderes legislativo e executivo oito itens nacionais e quatro estaduais. Em todo o Brasil estão na pauta: a não aprovação do Projeto de Lei 4330, que regulariza as terceirizações; reajuste digno para os aposentados; fim do fator previdenciário; redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem prejuízo nos salários; fim dos leilões de petróleo; mais investimentos em saúde e educação, com a destinação de 10% do PIB para cada área; transporte público de qualidade, com preço justo; e a realização da reforma agrária.

Já no Paraná, os manifestantes exigem a queda nas tarifas de pedágio, a mudança no sistema de eleição para o Tribunal de Contas (TCE-PR), hoje política, um sistema permanente de reajuste do mínimo regional e a regulamentação da profissão de motorista.(Atualizado às 12h19)


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