A presidente Dilma Rousseff anunciou que estuda ampliar a meta de construção de casas por meio do programa Minha Casa Minha vida. Durante cerimônia de assinatura de termo de compromisso de cooperação entre a Caixa e o governo de São Paulo, dentro do programa Minha Casa Minha Vida, Dilma afirmou que está analisando a possibilidade de ampliar em mais 400 mil unidades a meta de construção de moradias populares na segunda fase do programa Minha Casa Minha Vida, atualmente em 2 milhões de unidades.
Segundo a presidente, essa decisão sairá até junho deste ano e o objetivo é priorizar a população que ganha até 3 salários mínimos, com faixa de renda mensal de até R$ 1,6 mil. "Nós prometemos quando lançamentos o programa Minha Casa Minha Vida 2, os 2 milhões de moradias, nós estamos considerando até junho aumentar esse número em mais 400 mil unidades. Isso significará 400 mil moradias para essa faixa de renda de até R$ 1,6 mil. Quando chegar junho nós faremos essa avaliação", afirmou.
Dilma disse que a faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida, que atende famílias com renda de até R$ 1,6 mil, já teve acesso a 326 mil casas do programa Minha Casa Minha Vida 1 e 157 mil unidades da segunda fase deste programa.
A presidente Dilma Rousseff também anunciou a decisão de ampliar a quantidade de casas populares a serem construídas no Estado de São Paulo, por meio do termo de compromisso e cooperação entre a Caixa Econômica Federal e o governo estadual. Na cerimônia desta manhã, no Palácio dos Bandeirantes, as informações do programa previam a construção de 97 mil moradias populares por meio do programa "Minha Casa, Minha Vida". Durante seu discurso, Dilma anunciou ter decidido ampliar a meta para 100 mil habitações.
A presidente disse que tomou a decisão durante a viagem de avião entre Brasília e São Paulo, na manhã de hoje. "Eu disse ao presidente da Caixa, Jorge Hereda, que veio comigo no avião: 'Nós não vamos fazer 97 mil casas, porque 97 mil é conta quebrada. Nós vamos fazer 100 mil. As três mil nós assumimos'", relatou Dilma.
O convênio prevê investimentos de R$ 8,045 bilhões para as 97 mil moradias inicialmente acordadas, a serem construídas até 2015. Desse total, R$ 6,145 bilhões virão do governo federal e R$ 1,9 bilhão do governo de São Paulo. Com os recursos do governo paulista, será possível elevar o subsídio à unidade habitacional financiada no Estado de R$ 65 mil, que é o custo máximo previsto no programa federal, para R$ 85 mil. Isso será feito com a aplicação de até R$ 20 mil por unidade, a fundo perdido.