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"ninguém pode reclamar"

Ministra da Agricultura defende o aumento no valor dos combustíveis

Agência Estado
30 set 2015 às 21:43

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Reprodução
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Uma das ministras mais próximas da presidente Dilma Rousseff, a titular da Agricultura, Kátia Abreu, afirmou nesta quarta-feira, 30, que "ninguém pode reclamar" do aumento dos combustíveis anunciado pela Petrobras porque o governo está deixando os preços fluírem de acordo com as condições do mercado.

Defensora dentro do governo do aumento da Cide-combustíveis para garantir competitividade ao etanol, a ministra disse que a alta da gasolina e do diesel tem impacto positivo para o setor. Mas, segundo ela, a elevação do tributo - que não precisa do aval do Congresso e pode ser feito por meio decreto - continua sendo necessária. Ela avalia, agora, que a alta da Cide pode ser menor para ajudar o setor do etanol.

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"A política do governo não é de controle de preços de combustível. e está deixando as coisas fluírem de acordo com o mercado, era tudo o que nós queríamos. O mercado de preços está livre", disse em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Segundo ela, o fato de a gasolina ter subido 6% efetivamente diminui a necessidade da Cide chegar a R$ 0,60 por litro. "Pode ser menor, porque existe sempre um número inicial que eles cobram do passado. Eles falam R$ 0,10 mais R$ 0,50 para chegar ao patamar que a Cide representava em relação à gasolina", afirmou.


A ministra afirmou que o consumidor que quiser abastecer com álcool não vai pagar o imposto. "Tem uma opção", disse.


À frente do único setor que terá expansão econômica em 2015, a ministra disse que os agricultores estão aproveitando a alta do dólar para vender antecipadamente a safra para se beneficiarem da taxa de câmbio favorável. " O preço lá fora que caiu está compensando o preço do dólar aqui dentro", afirmou.


O Paraná, disse ela, que nunca teve tradição de vender antecipado, vendeu a sua safra 25% antecipado.


Dólar abaixo de R$ 4


O diagnóstico da ministra é que, se o dólar cair, os produtores que venderam em antecipado só têm a ganhar. Na sua avaliação, o dólar cairá para um patamar abaixo de R$ 4. "Essa é uma tendência porque, como a gente espera que a inflação caia, o dólar também. Não em patamares como antes, mas não ficará em R$ 4. Então essas vendas antecipadas protegem o produtor e dão mais garantia para ele", ressaltou.


Na reta final de definição da reforma ministerial, Kátia Abreu afirmou que a mudança na equipe da presidente ajudará na aprovação do segundo ajuste fiscal no Congresso. Para a ministra, a mudança no primeiro escalão trará tranquilidade ao Legislativo. "A presidente vai conseguir reduzir 10 ministérios e ainda acomodar a base de forma mais inteligente e otimizada. Vai dar para acomodar todos os desejos", disse.

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Uma das líderes da derrubada da CPMF no Senado em 2007, quando era filiada ao PFL (atual DEM), Kátia disse que faria tudo de novo e que hoje não há outro caminho a não ser elevar a carga tributária. Ele admitiu que tem havido alguns erros nas negociações com o Congresso, mas que estão sendo corrigidos para trazer um pouco mais de tranquilidade. "Prometeu, tem que cumprir. Acho que esta é a regra básica", afirmou. Segunda ela, o Congresso nunca deixou um "desastre" acontecer e o aumento do desemprego é um número que vai sensibilizar os parlamentares para que isso não ocorra. "O que dói a todo mundo é o desemprego, que é desesperador. O Congresso está reagindo", afirmou.


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