O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou hoje que esteja em estudo o retorno de alíquotas reduzidas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para produtos da linha branca. "Neste momento, não se cogita a redução do IPI nem para a linha branca nem para outro setor", afirmou. A possibilidade de retorno do IPI reduzido foi abordada em matéria de hoje do jornal O Estado de S. Paulo.
De acordo com Mantega, o Ministério da Fazenda não encomendou um estudo ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) para obter uma nova classificação da eficiência energética de produtos como geladeiras, fogões e máquinas de lavar. "Esse estudo já existe há tempo lá, tanto para a linha branca como para automóveis. Isso faz parte do estímulo para o aumento da produtividade e redução de emissões de poluentes", declarou.
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"Vocês devem se lembrar que nós formamos no ano passado um grupo de trabalho na indústria automobilística para obter aperfeiçoamento e tecnologias não poluentes. Mas primeiro é preciso que haja essas tecnologias e avanços para se pensar em alguma coisa, e isso não está próximo de acontecer", acrescentou.
Mantega reiterou não ter encomendado nenhum estudo ao Inmetro e negou preocupação com a queda nas vendas dos produtos da linha branca - que, de acordo com os varejistas, foram 20% menores em maio em relação ao mesmo mês de 2009. "Essa redução já era esperada, porque tínhamos dado um grande estímulo e agora elas (as vendas) voltaram ao normal. A renda da população está elevada, o emprego está aumentando, portanto, naturalmente a população vai consumir esses produtos sem o estímulo fiscal."