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No meio da crise, empresa investe para aumentar produção

31 dez 1969 às 21:33

Maior fabricante paranaense de conexões de PVC e uma das cinco maiores do Brasil, a Plastilit Produtos Plásticos do Paraná, que tem fábrica em Palmeira (PR) e sede administrativa em Curitiba, está colocando em prática o seu projeto de expansão nacional, que tem como foco principal o estado de São Paulo.

A meta é destinar para o mercado paulista metade das 65 toneladas que serão produzidas a mais em 2009 por mês em relação às 135 toneladas mensais fabricadas em 2008. A outra metade será vendida nas regiões Sul, Norte e Nordeste e em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, onde a Plastilit já vem atuando. O crescimento projetado para 2009 na produção deverá elevar o faturamento - não divulgado - em 30% em relação a 2008.


Nascida há 21 anos num pequeno galpão no bairro Boqueirão, em Curitiba, a Plastilit, que fabrica ainda tubos e acessórios em PVC, vai chegar a São Paulo com a mesma estratégia vencedora que vem adotando desde a sua fundação: a de focar a sua distribuição nos pequenos e médios lojistas de materiais de construção. Com isso, já estão mapeados, de início, 1,5 mil pontos de venda em todo o território paulista, que se somarão aos atuais 20 mil pontos atendidos no Brasil. "O objetivo é alcançar em São Paulo o status que estamos conseguindo nas outras regiões: o de ser o fabricante nacional que melhor atende o pequeno e médio varejista", afirma Luis Felipe Morgado, gerente comercial.


Ele explica que a estrutura enxuta, a alta produtividade e a rede bem dimensionada de representantes e de transporte permitem à Plastilit atingir praticamente todos os lojistas dos estados em que atua, mesmo que seja aquele de "uma portinha" no menor município, que geralmente só é atendido por atacadistas. No Paraná, por exemplo, a empresa chega aos 399 municípios e coloca seus produtos em pelo menos 50% de todas as lojas de materiais de construção do estado. Dessa forma, a Plastilit consegue manter o preço de 15% a 30% inferior ao da marca líder no Brasil.


Luis Felipe afirma que a crise financeira mundial atingiu a empresa no final de 2008, mas não alterou os planos. "Tivemos queda nas vendas de 30% em novembro e de 20% em dezembro, mas mantivemos os planos de crescimento porque temos muito espaço ainda para crescer no mercado".

A empresa também investe em programas de conscientização de lojistas, balconistas e encanadores sobre a qualidade dos produtos para romper com a idéia comum no setor de que outra marca, que não a líder em vendas, seja sinônimo de segunda qualidade. "Queremos ser a segunda marca nas lojas, aquela que é uma opção igual à líder em termos de qualidade, mas com custo menor", diz Luis Felipe.


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