O projeto de lei que prevê a compra de um terreno na zona noroeste de Londrina para a implantação de um novo parque industrial foi retirado de pauta durante a sessão desta terça-feira (17) da Câmara de Vereadores. Alguns parlamentares questionaram o fato de o município ter a intenção de instalar o novo parque na mesma região do ribeirão Jacutinga, manancial que abastece com água milhares de moradores de Londrina e Cambé. Elza Correia (PMDB) acredita que a instalação de indústrias no local pode impactar diretamente na qualidade da água do ribeirão. "Fui questionada por moradores da região e fiquei preocupada. Preciso reanalisar o projeto para votá-lo com mais confiança", argumentou a vereadora.
No projeto de lei, a prefeitura pede autorização do Legislativo para parcelar a compra da área, que, atualmente, pertence à Companhia de Habitação do Município (Cohab). As áreas a serem adquiridas em desapropriação amigável são constituídas de dois lotes localizados na Gleba Jacutinga, contendo 170.201,58 m² e 957.038,42 m², totalizando área de 1.127.240,00 m². Isso corresponde a 46,58 alqueires. A prefeitura quer parcelar o valor da compra em até oito anos, com o pagamento da primeira parcela em 2016. O valor total do terreno é de R$ 24,7 milhões.
A proposta foi retirado de pauta hoje, mas precisa ser discutida e votada, em segundo turno, até quinta-feira (19), já que tramita em regime de urgência na Câmara Municipal. A vereadora Lenir de Assis (PT) sugeriu que os pontos levantados por Elza Correia sejam discutidos e analisados durante reunião da Comissão de Meio Ambiente do Legislativo marcada para a tarde desta quarta-feira (18). "Os órgãos ambientais estarão presentes no encontro e poderão esclarecer as nossas dúvidas", destacou.
A preocupação de Elza Correia foi elogiada por alguns de seus colegas, mas questionada pelo vereador Vilson Bittencourt (PSL). Na avaliação dele, o receio é exagerado, já que o novo parque, após instalado, receberá indústrias de pequeno e médio porte e não empreendimentos 'pesados'. "São empresas que não causam grandes prejuízos ao meio ambiente", observou.