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Novos shoppings impactam comércio de rua em Londrina

19 jun 2013 às 12:52

Londrina apresenta um crescimento no número de shopping centers. A busca por comodidade, lazer e segurança dos consumidores tem impulsionado a abertura de shoppings em Londrina nos últimos anos. Tal expansão põe em xeque o destino do comércio de rua da cidade, como mostra a série de reportagens publicadas a partir desta quarta pelo Bonde.

O Londrina Norte Shopping, no final do ano passado, e o Boulevard Londrina Shopping, em maio deste ano, são exemplos do avanço do setor. A cidade também contará com o Shopping Aurora, em construção na região sul com previsão de inauguração em dezembro de 2014.


O aumento desse tipo de empreendimento na cidade reflete uma tendência nacional. Em 2012, o setor bateu recorde dos últimos 13 anos com a inauguração de 27 unidades pelo país, como aponta levantamento realizado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). A entidade também informa que, dos 463 shoppings do Brasil, 83 estão localizados na região Sul, atrás apenas da Sudeste, com 257 empreendimentos.


A pesquisa da Abrasce chegou à conclusão de que a maior parte dos novos shoppings não está concentrada nas capitais, mas sim distribuída em municípios que possuem de 101 a aproximadamente 500 mil habitantes, como é o caso de Londrina.


Segundo o economista, delegado do Conselho Regional de Economia (Conrecon), Laércio Rodrigues de Oliveira, Londrina tem propiciado a atração de investimentos no setor devido às suas características sociais e econômicas.


"A cidade está numa região estratégica, recebe muitos visitantes dos municípios vizinhos e também do sul de São Paulo. Londrina é uma cidade universitária e também atrai pelo seu serviço na área da saúde", observa. Esse trânsito de pessoas na região, segundo Oliveira, amplia o potencial público consumidor que frequenta shoppings.


O economista analisa que o crescimento da classe C é outra forte influência na expansão do segmento. "Essa camada da sociedade tem um grande desejo de consumo, que não havia sido satisfeito anos atrás por falta de renda. Hoje, com o crescimento do crédito no Brasil e a melhor da renda per capta, essas pessoas mantêm o comércio em expansão".


O crescimento dos shoppings traz ainda o reflexo na movimentação econômica da cidade. "Os shoppings estimulam a circulação de mercadorias e a atração de grandes marcas. Com isso, criam-se novas oportunidades de trabalho, o que possibilita a melhora das condições salariais dos habitantes", analisa.


Do lado do consumidor, aparece a vantagem da redução de custos, causada pelo aumento na concorrência. "A competitividade traz maior oferta de produtos. Com isso, os compradores têm maiores condições de realizar pesquisas para adquirir a mercadoria que apresenta mais vantagens".

De acordo com o economista, a atração desses empreendimentos para a cidade pode gerar impactos no comércio de rua. A alternativa, segundo ele, é modernizar para cativar o consumidor. "Atualmente, o comércio de rua é prejudicado com os estacionamentos caros da cidade e com a falta de infraestrutura que ofereça conforto ao cliente. É preciso que haja investimentos tanto das empresas, quanto do poder público, melhorando o entorno", defende.


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