A ata da reunião de junho do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central avalia que segue elevada a chance de que pressões inflacionárias localizadas se disseminem. A avaliação consta do documento divulgado nesta quinta-feira (12), referente à reunião da semana passada, quando a taxa Selic (juro básico da economia brasileira) foi elevada para 12,25% ao ano. "O Copom considera que se mantém elevada a probabilidade de que pressões inflacionárias inicialmente localizadas venham a apresentar riscos para a trajetória da inflação", cita o texto.
Para os diretores do BC, esse risco permanece porque o aquecimento da demanda doméstica e a possibilidade de restrição na oferta de alguns setores podem ensejar "aumento no repasse de pressões sobre preços no atacado para os preços ao consumidor".
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Esse cenário tem sido acompanhado com "particular atenção" pelo BC. "O comitê avalia que as perspectivas para esse repasse, bem como para a generalização de pressões inicialmente localizadas sobre preços ao consumidor, dependem de forma crítica das expectativas dos agentes econômicos para a inflação", cita o trecho do documento.
Na avaliação do BC, a expectativa dos agentes para os preços continuam "mostrando elevação significativa nas últimas semanas e que são monitoradas com particular atenção". O BC lembra, ainda, que "o aquecimento da demanda doméstica pode desencadear pressões inflacionárias mais intensas no setor de não transacionáveis, por exemplo, nos preços dos serviços".