A Petrobrás quer uma indenização de US$ 343,7 milhões do governo do Equador como compensação pela terminação dos acordos de produção compartilhada do bloco 18 do campo de petróleo de Palo Azul, diz carta enviada pela empresa ao Ministério de Recursos Naturais Não Renováveis do país.
No ano passado, em um esforço para obter mais controle sobre os recursos naturais e de aumentar sua receita com petróleo, o governo do Equador substituiu os contratos de partilha de produção assinados com empresas estrangeiras por contratos de prestação de serviços. Várias empresas, entre elas a Petrobrás, não aceitaram os novos contratos e decidiram deixar o Equador. O governo assumiu as operações das companhias que não aceitaram os novos contratos, entre elas as da Petrobrás.
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A carta, enviada pelo representante legal da Petrobrás no Equador em junho e vista pela Dow Jones nesta quinta-feira, 25, diz que a indenização pretendida pela empresa inclui US$ 167,8 milhões referentes a investimentos não amortizados, em 25 de novembro de 2010, à taxa de 18% anuais.
Recentemente, o ministro de Recursos Naturais Não Renováveis do Equador, Wilson Pastor, disse que seu país espera concluir até o fim deste ano as negociações com as companhias que deixaram o país por não terem concordado com o novo modelo de contrato. Outra empresa na mesma situação da Petrobrás é a sul-coreana Canada Grande, que pretende receber US$ 160 milhões em indenizações. As informações são da Dow Jones.