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Petróleo fecha em alta após incêndio em refinarias

31 dez 1969 às 21:33

Os contratos futuros de petróleo terminaram em alta depois que incêndios em duas refinarias nos EUA colocaram em risco a oferta de gasolina no verão do Hemisfério Norte. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato com vencimento em junho terminou em alta de US$ 0,62, ou 1,05%, em US$ 59,65 por barril (o valor mais alto dos últimos seis meses), enquanto o contrato com vencimento em julho subiu US$ 0,51, ou 0,86%, para US$ 60,10 o barril. O vencimento de junho teve hoje o último dia de negociações e a partir de amanhã a referência para a ser o de julho.

O contrato de julho do petróleo Brent fechou em alta de US$ 0,45, ou 0,8%, em US$ 58,92 o barril no mercado eletrônico ICE.


Os preços futuros de gasolina subiram forte com a notícia do incêndio na refinaria da Flint Hills em Corpus Christi, no Texas, o segundo grande incidente numa refinaria dos EUA nesta semana. Uma explosão na refinaria Marcus Hook, da Sunoco Inc., na Pensilvânia, provocou queda na produção, embora a companhia planeje compensá-la com aumento de atividade em outras refinarias.


Os preços do petróleo já subiram cerca de 30% ao longo do último mês, em grande parte na previsão de que a demanda por gasolina no verão será forte, apesar da economia enfraquecida. Por muitos anos o consumo de gasolina tem crescido significativamente em torno do fim de semana do feriado do Memorial Day, nos EUA, a ser comemorado no próximo dia 25, e se mantido forte ao longo do verão.


"A gasolina é o que deve manter o mercado em alta", disse Mark Waggoner, presidente da corretora Excel Futures em Newport Beach, Califórnia. A gasolina Rbob (reformulated blendstock) para junho fechou em alta de US$ 0,0544, ou 3,1%, em US$ 1,8125 o galão.


Os incêndios colocam em destaque os estoques de gasolina, que podem agora ficar apertados mesmo se a demanda não aumentar. Os analistas preveem que os dados que o Departamento de Energia dos EUA divulgará amanhã mostrarão queda de 1,2 milhão de barris nos estoques de gasolina na última semana.

Parte da oferta mundial de petróleo também está sob a ameaça dos confrontos entre os rebeldes e os militares na Nigéria. As batalhas marcam o início de "uma nova rodada de violência que pode durar meses", disse em relatório Jonas Horner, analista da consultoria Eurasia Group. A Nigéria produz cerca de 1,5 milhão de barris por dia, segundo o grupo. Após o fechamento da Nymex, a Eni SP a declarou força maior sobre 52 mil barris por dia de produção na Nigéria. As informações são da Dow Jones.


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