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Petróleo sobe e fecha a US$ 59 o barril em Nova York

31 dez 1969 às 21:33

Os preços dos contratos futuros de petróleo voltaram a fechar acima de US$ 59 por barril em Nova York, refletindo a incerteza sobre a oferta da commodity em meio aos combates entre militantes e o exército da Nigéria, um grande produtor mundial. O contrato de petróleo com vencimento em junho, que vence amanhã, subiu US$ 2,69, ou 4,77%, e fechou a US$ 59,03 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex). O contrato para julho subiu US$ 2,59 e fechou a US$ 59,59. Em Londres, o contrato do petróleo tipo Brent para julho avançou US$ 2,49, ou 4,44%, e fechou a US$ 58,47 o barril.

Apesar da fraca demanda mundial e dos níveis de estoque acima da média, operadores mantiveram a atenção nos conflitos no Delta do Níger, região rica em petróleo. Com isso, a preocupação com a oferta impulsionou os preços da commodity. "Os combates na Nigéria parecem ter dado ao mercado uma razão para alta", afirmou Peter Beutel, presidente da Cameron Hanover, uma empresa norte-americana de gestão de risco no setor de energia.


Em abril, a Nigéria extraiu 1,76 milhão de barris diários de petróleo, ou 2,1% da oferta diária mundial, de acordo com a Agência Internacional de Energia. Por causa de problemas técnicos e sabotagens, cerca de 500 mil barris diários da capacidade de produção do país africano foi interrompida.


A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) se reúne no próximo dia 28. "A Opep provavelmente vai apenas reiterar seu pedido por um melhor cumprimento (das regras), como fez na última reunião. Não esperamos nada significativo como resultado do próximo encontro", disse Michael Wittner, diretor global de pesquisa de petróleo do Société Générale em Londres, em comunicado.

Os contratos futuros de gasolina encerraram a sessão em alta, impulsionados por temores de que um incêndio na refinaria Marcus Hook, da Sunoco, localizada na fronteira entre os Estados da Pennsylvania e Delaware, possa limitar a produção do combustível no Nordeste dos EUA. Não ficou imediatamente claro se o incêndio atingiu alguma das unidades de fabricação de combustível da refinaria. As informações são da Dow Jones.


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