A redução de 0,8% no Produto Interno Bruto (PIB) – bens e serviços produzidos no país - no primeiro trimestre deste ano, mostrou que a economia chegou "ao fundo do poço", mas com um resultado próximo das previsões mais otimistas. A avaliação é do economista- chefe da Federação Brasileira de Bancos ( Febraban), Rubens Sardenberg. Ele lembrou que a expectativa dos analistas de mercado variava entre -0,9% e -3%.
Para Sardenberg, o recuo reflete basicamente o desempenho ruim nos meses de janeiro e fevereiro, mas com sinais de melhora a partir de março. Ele observou que deve ocorrer uma reversão de tendência já no resultado do segundo trimestre. Essa previsão tem por base o fato de alguns segmentos já terem apresentado crescimento como, por exemplo, a indústria automobilística.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) indicam que, em maio, as vendas de veículos cresceram 5,4% na comparação com abril, aquecimento atribuído à redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) e o aumento da oferta de crédito. Esse incentivo, no entanto, termina no final deste mês e não há intenção do governo federal de promover nova prorrogação.
Segundo reiterou ontem (8), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a concessão do benefício fiscal foi um recurso temporário e, a partir de julho, o setor poderá "caminhar com as próprias pernas". Ou seja, há projeção de aumento da oferta de crédito em níveis que favoreçam o consumo e a atividade produtiva.
De acordo com Sardenberg, as novas concessões de crédito à pessoa física cresceram 6,9%, em abril, sobre os últimos 12 meses, enquanto o movimento para pessoas jurídicas caiu 3%, no mesmo período. Ele informou que a tendência de uma melhora, especialmente, no que se refere à obtenção de recursos para investimentos com captações no mercado externo.