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Maior alta da história

PIB brasileiro cresce em 'ritmo chinês'

BBC Brasil
08 jun 2010 às 10:17

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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,7% nos primeiros três meses do ano na comparação com o último trimestre de 2009, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A forte expansão no período equivale a um crescimento anualizado de 11,2%, mesmo resultado registrado pela China no trimestre. O cálculo é uma projeção de qual seria a expansão do PIB caso o ritmo de crescimento do primeiro trimestre se mantivesse ao longo de um ano.

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Os economistas lembram, no entanto, que "é improvável" pensar que o PIB continuará crescendo a essa velocidade nos próximos trimestres, já que alguns indicadores, como o da produção industrial, já desaceleraram nos últimos meses.


A expectativa do mercado, segundo a pesquisa Focus do Banco Central, é de que o PIB deste ano cresça 6,6%, mas algumas instituições já falam em um crescimento de 7,5% em 2010.


"Precisamos lembrar que a base de comparação (último trimestre de 2009) já era alta. Ou seja, o primeiro trimestre foi realmente de uma expansão muito alta", diz o economista Cristiano Souza, do Banco Santander.


Com esse crescimento, o PIB brasileiro chega a R$ 826,4 bilhões no trimestre.


Consumo e investimentos


O consumo das famílias, principal componente das contas brasileiras pelo lado da demanda, cresceu 1,5% nos três primeiros meses do ano, na comparação com o trimestre imediatamente anterior.


De acordo com analistas de mercado, o brasileiro "gastou bem" no primeiro trimestre, sobretudo em função do acesso ao crédito e do aumento da renda.


"O crédito, que é fundamental para o consumo interno, continua em expansão. E ainda temos queda no desemprego e maior renda", diz Mauro Schneider, economista-chefe do banco Banif.


Além do consumo das famílias, outro destaque no 1º trimestre foram os investimentos, que cresceram 7,4%. Com isso, a formação bruta de capital fixo (item das contas nacionais cujo conceito é próximo ao de investimentos) subiu para 18% do PIB.


Entre os setores produtivos, o destaque ficou para a indústria, com alta de 4,2% no trimestre. Trata-se da maior expansão registrada pela indústria desde o 3º trimestre de 2003, quando o setor cresceu 5,9%.


Já a agropecuária apresentou uma expansão de 2,7%, e o setor de serviços, 1,9%, na comparação com o último trimestre de 2009.


Ano anterior


Na comparação com o 1º trimestre de 2009, o PIB brasileiro cresceu 9%. Por esse critério, o consumo das famílias apresentou uma expansão de 9,3%.


Já a indústria cresceu 14,6% sobre igual período do ano passado, enquanto o setor de serviços cresceu 5,9%, e a agropecuária, 5,1%.


De acordo com o IBGE, houve um acréscimo de 14,9% no montante de impostos sobre produtos, devido sobretudo à expansão da indústria e das importações.

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Também na comparação com o 1º trimestre de 2009, a formação bruta de capital fixo cresceu 26% - a maior taxa da série histórica, iniciada em 1995.


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