Se o ritmo de desenvolvimento dos dois municípios for mantido, o Produto Interno Bruto (PIB) de Maringá deverá alcançar o de Londrina em 10 anos, entre 2019 e 2020. Para o economista Joílson Dias, pós-doutor em Economia e professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), entre 2002 e 2006 Maringá cresceu a uma média anual real de 7,78%. Em Londrina, a riqueza interna cresceu 6,08% ao ano – 1,7% a menos em termos reais.
Com apenas 65% da população da ex-Capital do Café, a Cidade Canção apresenta indicadores econômicos mais consistentes, em diversas setores. Em 2000, o volume exportado pelas empresas de Maringá representava metade do que era exportado por Londrina – US$ 80 milhões, contra US$ 166 milhões. Oito anos depois, a situação se inverteu: Maringá fechou 2008 com o dobro do que foi vendido ao exterior pelos londrinenses – US$ 811,7 milhões contra US$ 405,6 milhões. Os dados são fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Em 2002, o rendimento médio anual do maringaense era 7% maior – R$ 10.100,37, contra R$ 9.430,38 dos londrinenses. Em 2006, cada morador de Maringá tinha um rendimento médio de R$ 16.253,80 – número 22% maior do que o de Londrina: R$ 13.339,01.
O mercado formal de trabalho de Maringá também dá sinais de avanço sobre o índice de Londrina. Em 2000, 27% da população de Maringá estava empregada, contra 19% de Londrina. Em 2008, foi para 34%, contra 25% de Londrina.
As informações são do O Diário.