O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, avaliou nesta quinta-feira (30) que o crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil (PIB) poderá chegar a 4% em 2009, caso não ocorra uma recessão.
"Do ponto de vista estatístico, o PIB crescerá entre 2,8% e 3% no ano que vem", avaliou o presidente do Ipea, órgão da Secretaria de Assuntos Estratégicos. "Se não tivermos estagnação ou recessão, um crescimento maior é provável. Não é irreal imaginar uma expansão em torno de 4%".
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De acordo com Pochmann, apesar da crise, que interfere na atividade econômica, uma parcela do crescimento para o próximo ano está garantida. "Parte importante do crescimento já foi contratado pelas decisões de investimento e produção do final de 2007, início de 2008. É muito difícil haver uma alteração".
O presidente do Ipea disse também que, diante de uma tendência de queda dos indicadores da inflação, seria interessante uma redução ou uma parada com viés de baixa da taxa básica de juros (Selic). A taxa foi mantida em 13,75%.